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Distinto

Rafa Giácomo

Diferente

Estranho é você se meter
No beijo que não é seu
No abraço que ninguém te deu
Na foda que não é sua

Pare e pensa antes que seja tarde
O que está por trás do seu alarde
O diferente pra você, o que é diferente pra você?
Está naquilo que não quer se compreender

Apesar de você não querer nem saber, devo revidar?
Seu papel engrenagem, a mesma mensagem, vida a pulsar
E o todo se ergue, a história se escreve a quem sabe escutar
Já que agora é tarde, o veneno que arde é o espelho a te julgar

Estranho, você quer saber
Do beijo que nem me deu
E eu me pergunto, o limiar entre o ódio e o desejar
O sentimento de pertencer, esta repulsa em você
Quando essa luz se apagar, o seu prazer onde estará

E observa de longe quanto mais se esconde, mais vai revelar

Distinto

Extraño es que te entrometas
En el beso que no es tuyo
En el abrazo que nadie te dio
En la f*llada que no es tuya

Detente y piensa antes de que sea tarde
¿Qué hay detrás de tu alarde?
¿Lo distinto para ti, qué es lo distinto para ti?
Está en aquello que no quieres comprender

Aunque no quieras ni sepas, ¿debo responder?
Tu papel engranaje, el mismo mensaje, vida palpitar
Y todo se levanta, la historia se escribe para quien sabe escuchar
Ya que ahora es tarde, el veneno que arde es el espejo que te juzga

Extraño, quieres saber
Del beso que ni siquiera me diste
Y me pregunto, el límite entre el odio y el desear
El sentimiento de pertenecer, esta repulsión en ti
Cuando esta luz se apague, ¿dónde estará tu placer?

Y observa desde lejos, cuanto más te escondes, más revelarás

Escrita por: Dafne Kontoya / Rafa Giácomo