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El Tiempo No Se Detiene

Rafael Duaity

O Tempo Não Para

Disparo contra o Sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária

Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas, se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não

Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para

Não para, não, não para
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: É matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Dias sim, dias não

Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos

Não, o tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não, não não para

El Tiempo No Se Detiene

Disparo contra el Sol
Soy fuerte, soy por casualidad
Mi metralleta llena de penas
Soy un tipo
Cansado de correr
En dirección contraria

Sin podio de llegada o beso de novia
Soy solo otro tipo
Pero, si piensas
Que estoy derrotado
Sepa que aún se están lanzando los dados
Porque el tiempo, el tiempo no se detiene
Días sí, días no

Sigo sobreviviendo sin un rasguño
De la caridad de quienes me detestan
Tu piscina está llena de ratas
Tus ideas no corresponden a los hechos
El tiempo no se detiene
Veo el futuro repitiendo el pasado
Veo un museo de grandes novedades
El tiempo no se detiene

No se detiene, no, no se detiene
No tengo fecha para celebrar
A veces mis días son de par en par
Buscando una aguja en un pajar
En las noches de frío es mejor no nacer
En las de calor, se elige: Es matar o morir
Y así nos convertimos en brasileños

Te llaman ladrón, marica, drogadicto
Transforman el país entero en un burdel
Porque así se gana más dinero
Tu piscina está llena de ratas
Tus ideas no corresponden a los hechos
El tiempo no se detiene

Veo el futuro repitiendo el pasado
Veo un museo de grandes novedades
El tiempo no se detiene
No se detiene, no, no se detiene
Días sí, días no

Sigo sobreviviendo sin un rasguño
De la caridad de quienes me detestan
Tu piscina está llena de ratas
Tus ideas no corresponden a los hechos

No, el tiempo no se detiene
Veo el futuro repitiendo el pasado
Veo un museo de grandes novedades
El tiempo no se detiene
No se detiene, no, no, no, no se detiene

Escrita por: Arnaldo Brandao / Cazuza