395px

Peixe Que Não Morde Anzol

Rafael Dutra

Peixe Que Não Morde Anzol

Correr pra que, se o caminho é circular?
Fugir pra cair, sempre no mesmo lugar
Não mais
Sinto o vazio debaixo do meu lençol
Me sinto cada vez mais frio
Quanto mais me aproximo do sol

As quedas e o tempo acrescem-me experiência
Crescido, agora sou pura vivência
Sou peixe que não morde anzol
Gastando vida a vagar
Nessa caótica, auto-predatória civilização
Parada no meio do espaço
Feito um iceberg a se derreter num vulcão

As mentiras, as traições
Separam os meus dos maus
Me disseram que por tradição
As perdas são inevitáveis
Que agora há cura pra todo mal
Bombas atômicas portáteis
Verdades tão voláteis pra construir nossa destruição
Ideias tão vazias, mas cheias de contradição

Peixe Que Não Morde Anzol

Correr para qué, si el camino es circular?
Escapar para caer, siempre en el mismo lugar
Ya no más
Siento el vacío debajo de mi sábana
Me siento cada vez más frío
Cuanto más me acerco al sol

Las caídas y el tiempo me dan experiencia
Crecido, ahora soy pura vivencia
Soy pez que no muerde anzuelo
Gastando vida vagando
En esta caótica, auto-predatoria civilización
Detenida en medio del espacio
Como un iceberg derritiéndose en un volcán

Las mentiras, las traiciones
Separan los míos de los malos
Me dijeron que por tradición
Las pérdidas son inevitables
Que ahora hay cura para todo mal
Bombas atómicas portátiles
Verdades tan volátiles para construir nuestra destrucción
Ideas tan vacías, pero llenas de contradicción

Escrita por: Rafael Dutra