Sequer um Adeus
Acho que eu deixei alguma coisa na tua rua
E agora minha envergadura
Se curva para o teu olhar
Depois de tanto, tanto olhar pra tua arquitetura
Dançar contigo nessas chuvas
Não posso mais desapegar
E eu fico procurando algum resquício teu
Alguma coisa que tu mesma prometeu
Com voz de acordar
Mas olho nas esquinas e não mais te vejo
E tu confunde ainda mais o meu desejo
De amor e de dor
Acho que essa noite eu te procurei nos sonhos
Tão lindos, mas também medonhos
Renegando o despertar
Acho que senti o cheiro da tua essência
No parque lá da residência
Mas o vento quis levar
Já que é assim, eu vivo chorando, clamando, cantando estes versos meus
Que também são teus
E mesmo que eu já tenha quase esquecido
Lembro vez em quando que não te dei
Sequer um adeus
Sin siquiera un adiós
Creo que dejé algo en tu calle
Y ahora mi postura
Se inclina hacia tu mirada
Después de tanto, tanto mirar tu arquitectura
Bailar contigo bajo la lluvia
Ya no puedo desapegarme
Y sigo buscando algún rastro tuyo
Algo que tú misma prometiste
Con voz de despertar
Pero miro en las esquinas y ya no te veo
Y tú confundes aún más mi deseo
De amor y de dolor
Creo que esta noche te busqué en mis sueños
Tan hermosos, pero también aterradores
Rechazando despertar
Creo que olí tu esencia
En el parque de la residencia
Pero el viento quiso llevarla
Así que vivo llorando, clamando, cantando estos versos míos
Que también son tuyos
Y aunque casi haya olvidado
Recuerdo de vez en cuando que no te di
Sin siquiera un adiós
Escrita por: Rafael Veredas