395px

Déjame hablar a mí

Raimundos

Deixa Eu Falar

Foi, foi, foi, foi, foi mal aí, véi!
Se eu falei um monte de coisa que você não gosta
Com o microfone eu tenho a faca e o queijo
Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta
E na TV eu não gosto de nada que eu vejo

Uma camisa-de-força tamanho mirim
Vai ter que me explicar tintim por tintim
Por que a lei só se aplica a mim
Perigo pra sociedade é o que me dizem
E penso comigo mesmo
Por que não eu pra cuspir o pensar e tacharem de crime?

(É inverno no inferno e nevam brasas
Por favor, escondam-se todos em suas casas
Pois o anjo caído voa com novas asas
Raimundos, Nativus, Black Alien
Quebrando a espinha de filhos da puta
Como num mergulho de águas rasas)

Liberdade de expressão!
Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!

(A livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação)
Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!

Preste atenção no que eu vou dizer
Consciência e rebeldia é o que eu preciso ter
Pois minha mente pede
Num hardcore ou reggae
A mensagem vem das ruas, não dá pra esconder
Eu tenho um segredo
Já não tenho medo
Viver não vale nada se eu não me expressar
Seja certo ou errado, de cara ou chapado
Quem é calango do cerrado nunca vai mudar

Liberdade de expressão!
Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!

Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!

Liberdade de expressão!
Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!

(A livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação)
Deixa eu falar, filha-da-puta!
Expressão!!

(De junho a junho eu nasço
Eu morro de março a março
Presencio cenas impossíveis de traduzir para o cinema
Não perco atuações e atos
Mesmo quando abaixo pra amarrar os cadarços
Espaço, espaço, eu preciso de espaço
Pra mostrar pra esses covardes seu crepúsculo de aço
Imperial, como Carlos, eu passo
Conexão Nordestina
Até Niterói, Morte e Vida Severina
Passando por Brasília
Reis)

(Caralho!)

Déjame hablar a mí

Era, era, era, era, era, era, era, era
Si dijera muchas cosas que no te gustan
Con el micrófono tengo el cuchillo y el requesón
Miro el periódico, escucho la radio, sólo oigo tonterías
Y en la TV no me gusta nada que vea

Una camisa de fuerza de tamaño infantil
Tendrás que explicarme Tintín por Tintín
¿Por qué la ley sólo se aplica a mí?
Peligro para la sociedad es lo que me dicen
Y pienso para mí mismo
¿Por qué no escupo el pensamiento y lo llamo un crimen?

(Es invierno en el infernal y las brasas nevando
Por favor, escóndanse en sus casas
Para el ángel caído vuela con nuevas alas
Raimundo, Nativus, Black Alien
Rompiendo la columna vertebral de los cabrones
Como en una inmersión en aguas poco profundas)

¡Libertad de expresión!
¡Déjame hablar, bastardo!
¡Expresión!

(La libre expresión es lo que construye una nación
Independientemente de la moneda y su cotización)
¡Déjame hablar, bastardo!
¡Expresión!

Preste atención a lo que voy a decir
Conciencia y rebelión es lo que necesito tener
Porque mi mente pregunta
En un hardcore o reggae
El mensaje viene de las calles, no puedes ocultarlo
Tengo un secreto
Ya no tengo miedo
Vivir no vale nada si no me expreso
Ya sea correcto o incorrecto, cara o apedreada
Quien es calango del cerrado nunca cambiará

¡Libertad de expresión!
¡Déjame hablar, bastardo!
¡Expresión!

¡Déjame hablar, bastardo!
¡Expresión!

¡Libertad de expresión!
¡Déjame hablar, bastardo!
¡Expresión!

(La libre expresión es lo que construye una nación
Independientemente de la moneda y su cotización)
¡Déjame hablar, bastardo!
Expresión!!

(De junio a junio nací
Muero de marzo a marzo
Veo escenas que son imposibles de traducir al cine
No echo de menos actos y actos
Incluso cuando estás abajo para atarte los cordones de los zapatos
Espacio, espacio, necesito espacio
Para mostrar a estos cobardes su crepúsculoso de acero
Imperial, como Carlos, paso
Conexión Nordeste
A Niteroi, Muerte y Vida Severina
Pasando por Brasilia
Reyes)

¡Maldita sea!

Escrita por: Fred / Rodolfo / Digão / Alexandre Carlo / Black Alien