Eu olhei para ti e me vi um reflexo teu
Que por um instante senti que eram tão meus
Me deparei de vez de complexos teus
Formatos que eu julgava ser algo que não queria alcançar
Quadros vazios se coloram ao simplesmente ouvir falar da sua harmonia
Notas delicadas, cantorias, ditas em palavras singelas, poesias
Assinada em rúbricas, escrita em runas gravadas nas paredes do meu se encontrar
Entre súplicas primeiras, últimas, mesmo antes de eu começar a ver a mais bela das músicas
Mando minha túnica, visto sem nem mesmo perceber
Torna a essência pública
Forma tão lúdica de alguém conseguir se descrever
Sem nem precisar dizer, sem nem precisar saber
Desde antes de descobrirmos a fonte
Havia dentro de cada casa, sem precisar dizer
Sem nem precisar saber
Desde antes de descobrirmos a fonte
Ah, ei, me segue o universo rodeado de estrelas
Buracos negros tentaram me apagar
Singularidade cria mortura
E sinto que querem deixar minha singular
Bebo os objetivos conjugados e um pretérito
Não sei se é um inquérito que vão me aplicar
Me sinto de sentido e volto por um mistério
Será que algum dia alguém vai conseguir me explicar?
O c de sua beleza tão mais intenso
Quase como invisível, intocável, mas tão denso
Sinto almas quando a beijo, não posso largar essência. Hum
Mesmo quando ainda querem meu mal, mantenho a excelência
Dizem que o que eu faço não tem valor
Que eu sou tolo porque intocável
E mas eu digo que não
O que seria da humanidade sem um gole?
Ah, quantas vezes, quantas vezes eu sangrei
Tudo para ouvir mais uma vez só para
Mas não parei
Perseverei e olha o que eu me tornei
Quantos tentaram te apagar, te esconderam, te ocultar
A fim de tudo controlar, compra, vendeu
É necessário expandir sua percepção para visualizar o implícito
Cada segundo constrói um minuto e uma hora, isso tudo se torna iluso
Andam confundindo os pobres de espírito
Com a riqueza do ouro de tolos
É tão triste ver uns abraçando as sombras
E outros se acomodando com tão pouco
Mas nem tudo é beleza no mundo tão sujo
Se vê necessário externar a feiura
Como poderiam entender a arte
Se abandonaram uma boa leitura?
Trocamos livros por telas, quadros por vídeos verticais
Trocamos a filosofia por respostas prontas de uma IA
Como que você morreu, mas eu te encontro nos bos?
Rodas de rima
Vejo os filhos de Orfeu
Carotein, onde você se escondeu?
Onde você se escondeu?
Onde você se escondeu?
Arte de todas as cores para todas as cores
De tantas culturas, em todas as ruas
De tantas cidades, para todos os lares
De tantas idades, inclusive a sua
Se mostra nos risos, se esconde nas dores
Se vê nesses rios, se encontra nas flores
Vejo nos amores uma parte dela
Sinto que a vida é uma aquarela
Sua, minha, de toda sua gente se esconde a vida
E nem poderia ser tão diferente, né?
Eu demorei, mas entendi
Nunca foi sobre ausência, não é sobre a volta
Sobre sentir que você sempre foi assim com uma aquarela
Tão sua e minha, de toda essa gente
Se até onde olhar torna tudo evidente, né?
Eu demorei, mas entendi
Nunca foi sobre ausência, não
Sobre valor, sobre o sentido que você sempre esteve aqui
Para quem quer aprender a voar
Ah, a arte é asa para quem nunca teve um lar
Ah, a arte é casa para quem viver se questionar
A resposta, porque viver sem arte sufoca
Para quem quer aprender a voar
A arte é asa para quem nunca teve um lar
Arte é casa
Quem viverá se questionar a resposta
Porque viver sem arte sufoca