Paisagem da Janela

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja um sinal de glória
Vejo um muro branco e o voo de um pássaro
Vejo uma grade e um velho sinal...

Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas flores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não me escutou
Você não quis acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quis acreditar
E eu apenas era...

Cavaleiro marginal
Lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de caça e árvores
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Conheci as flores e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Eu olhava da janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quis acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quis acreditar
Mas isso é tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quis acreditaaaaar...

Paisaje de ventana

Desde la ventana lateral del dormitorio
Veo una iglesia un signo de gloria
Veo una pared blanca y el vuelo de un pájaro
Veo una barandilla y una vieja señal

Mensajero natural de las cosas naturales
Cuando hablaba de estas flores mórbidas
Cuando hablaba de estos hombres sórdidos
Cuando hablaba de esta tormenta
No me escuchaste
No querías creer
Pero esto es tan normal
No querías creer
Y yo sólo estaba

Caballero marginal
Lavado en Ribeirão
Caballero negro que vivió misterios
Caballero y señor de la caza y los árboles
Sin querer descansar o domingo
Caballero marginal
Bañado en ribeirão
Conocí las flores y los cementerios
Conocí a los hombres y su velatorio
Miraba desde la ventana lateral
Desde el dormitorio

No querías creer
Pero esto es tan normal
No querías creer
Pero esto es tan normal
Un caballero marginal
Bañado en ribeirão
No querías creerlo

Composição: Fernando Brant / Lô Borges