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Banquete de basura

Raul Seixas

Banquete de Lixo

Às 3 horas da manhã na cidade tão estranha
Um palhaço teve a manha de um banquete apresentar
E era um latão de lixo transbordando em Nova Iorque catchup e caviar

E eu dormindo embriagado, um par de coxas do meu lado
E eu sem saber se devia ou não tocar
Se era estrangeira, mãe, esposa ou outra besteira
Que eu inventei de aprontar

O hoje é apenas um furo no futuro
Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado
Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar

Fui levado na marra, pois enfermeiro quando agarra
É que nem ordem de prisão
A ambulância me esperava, e aí o que rolava, internamento e injeção

E lá em Serra Pelada, ouro no meio do nada
Dor de barriga desgraçada resolveu me atacar
O show estava começando e eu no escuro me apertando
E autografando sem parar

O hoje é apenas um furo no futuro
Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado
Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar

Muitas mulheres eu amei e com tantas me casei
Mas agora é Raul Seixas que Raul vai encarar
Nem todo bem que conquistei, nem todo mal que eu causei
Me dão direito de poder lhe ensinar

Meu amigo Marceleza já me disse com certeza
Não sou nenhuma ficção
E é assim torto de verdade com amor e com maldade
Um abraço e até outra vez

Banquete de basura

A las 3 am en la ciudad extraña
Un payaso tuvo la mañana de un banquete presentando
Y era un bote de basura rebosante de ketchup y caviar de Nueva York

Y yo durmiendo borracho, un par de muslos a mi lado
Y no se si jugar o no
Si fuera extranjera, madre, esposa u otra mierda
Que yo inventé para prepararme

Hoy es solo una primicia en el futuro
Donde el pasado comienza a fluir
Y yo aquí aislado donde nada se perdona
Vi el final llamando al principio para que pudieran encontrarse

Me llevaron a la fuerza, porque una enfermera cuando agarra
Es como una orden de arresto
La ambulancia me estaba esperando, y luego lo que pasó, hospitalización e inyección

Y allá en Serra Pelada, oro en medio de la nada
Un fuerte dolor de barriga decidió atacarme
El espectáculo estaba comenzando y estaba apretando en la oscuridad
Y autografiando sin parar

Hoy es solo una primicia en el futuro
Donde el pasado comienza a fluir
Y yo aquí aislado donde nada se perdona
Vi el final llamando al principio para que pudieran encontrarse

Muchas mujeres amé y me casé con tantas
Pero ahora es Raúl Seixas a quien Raúl se enfrentará
No todo el bien que logré, no todo el daño que causé
Me dan derecho a poder enseñarte

Mi amiga Marceleza ya me lo dijo seguro
No soy ficcion
Y está realmente torcido con amor y malicia
Un abrazo y volver a verte

Escrita por: Marcelo Nova / Raul Seixas