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Déjà Vu

Ravena Bezerra

Déjà Vu

Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar só na vontade, já não dói

Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo

Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai

E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo...

A minha alma nem me lembro mais em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou

Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo...

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

Déjà Vu

Ninguna verdad me lastima
Ninguna razón me corroe
Incluso si me quedo solo con el deseo, ya no duele

Ninguna doctrina me convence
Ninguna respuesta me satisface
Ni siquiera el aburrimiento me sorprende más

Pero siento que estoy viva con cada lluvia que llega mojando mi cuerpo

Ningún sufrimiento me conmueve
Ningún programa me distrae
Escuché promesas y eso no me atrae

Y no hay razón que me gobierne
Ninguna ley para guiarme
Estoy exactamente donde quería estar

Pero siento que estoy viva con cada lluvia que llega mojando mi cuerpo...

Mi alma ni siquiera recuerdo en qué esquina se perdió o en qué mundo se metió

Pero ya hace algún tiempo
Ya hace algún tiempo
Ya hace algún tiempo
Ya hace algún tiempo
Hace algún tiempo...

Mi alma ni siquiera recuerdo más
En qué esquina se perdió o en qué mundo se metió

Pero no tengo prisa
Ya no tengo prisa
No tengo prisa
No tengo prisa

Escrita por: Pitty, Peu Sousa