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Olho Aberto

Realidade Criminal

Não quero aplausos, apenas reconhecimento
De uma luta que carreguei no meu peito
Quantas vidas se foram, quantos manos morreram
Viraram história sem reconhecimento

Foram pra pista, pra zerar vidas
Parasitas de carne viva, cometem injustiça
Sem pensar nas consequências que lhe traria
Destrava o gatilho da ponto 40, mais um corpo sem vida

Não tem amor nessa porra, você não entendeu
Que seu único amigo, truta, é só Deus
Onde tá o amor entre os seres humanos
Onde foi parar o respeito entre os gêneros

Quem quer discernimento busca conhecimento
Que liberta a mente e escraviza o conceito
Pretensões impugnatórias constantes
O amor vai morrendo como a flor sem água na estante

Não quero aplauso, quero verdade no olhar
Confirma a caminhada de quem teve que sangrar
Se o mundo é um teste difícil de passar
Só o conhecimento ensina caminhar

Carrego cicatriz que não sangra, mas pesa
Reflexos de uma vida, escolha incompleta
A rua é um tabuleiro, nela somos uma peça
Que, por meros motivos, deixa sequela

Te prometem progresso, entregam degradação
Igual Sol sem calor, discurso sem ação
A maldade no olhar representa este mundo
Moribundo, injusto, deveras confuso

O tempo é um juiz que não aceita recurso
Cada escolha define seu futuro
Analogia simples pra quem quer entender
Semente no asfalto não aprende a crescer

Mas ainda há voz no silêncio da dor
Consciência solista também é amor
Se a mente é o templo, encontre sua chave
Caminhe sozinho e morra na margem

Não quero aplauso, quero verdade no olhar
Confirma a caminhada de quem teve que sangrar
Se o mundo é um teste difícil de passar
Só o conhecimento ensina caminhar

Carrego marcas que o tempo não apaga
Analogia de guerra travada sem arma
Veja, nem todo herói volta inteiro
Alguns viram memória sem nome no roteiro

Prometeram justiça, entregaram cela
Igual Sol sem luz refletindo na favela
O sonho acaba como um corpo caído no chão
Sem opção real pra quem não teve visão

O ódio é veneno servido em copo bonito
Analogia pra quem cai no buchicho
Viver no impulso, o medo e o gatilho
Planta luto cedo no colo do próprio filho

Mas ainda há voz no silêncio da mente
Conhecimento liberta quem pensa diferente
Analogia final, anota essa lição
Flor regada resiste até no chão do sertão

Não quero aplauso, quero verdade no olhar
Confirma a caminhada de quem teve que sangrar
Se o mundo é um teste difícil de passar
Só o conhecimento ensina caminhar

Escrita por: Wagner Aparecido Paiva