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Quem Tá Certo Não Dá Explicação

Realidade Criminal

Cresci no gueto, mas com visão elevada
Perceptivamente encaro a verdade relatada
Aprendi com o tempo, sem precisar de permissão
Quem tem verdade, age na convicção

A lágrima destorei o coração com estrutura
Depois da perda, vamos em buscar da cura
A mente liberta não precisa de perdão
Só entender o peso da contradição

Eu vi Luther King lutar pela igualdade
E ser morto por falar de liberdade
Contradição que queima toda afinidade
Não seja vítima de si, na caça por likes

Elizabeth Eckford, no corredor da Rock Nine
Enfrentou sozinha toda a adversidade
Empregue ao mundo sua melhor versão
Com coragem de enfrentar toda oposição

Ser preto é mais que uma resistência
Aprender com o erro e mantenha consciência
Não é ser vítima, é ser superação
Histórias canônicas termina como lição

Onde a realidade vira opinião
Pra agradar, uma específica visão
Trava o gatilho, pra não ter oração
Quem tá certo não dá explicação

A mente é templo, com medo e incerteza
Você é livre pra falar o que pensa
Enquanto isso, o silêncio é sabedoria
Meu autodomínio vigora poesia

E quantos George Floyd pisados nesse Brasil?
Depois querem a pátria honrada somente o hostil
Pregam o que bate no peito numa faculdade
Confia na diplomacia status da sociedade

Tremi na mira da Taurus que pro moleque revoltado
Não sobrou comida no prato, são os desígnios criados
Chama de monstro quem se perdeu, não voltou mais han
Se o tabuleiro dá o aval ou então trancado em Alcatraz

Prefiro crer que o som do rap, que é indestrutível
Sabedoria é a guia vindo através dos livros
Mesmo que a cor da melanina sejam as barreiras
Custo caráter valioso esculpido nas percas

Foi ministrado pelos fones, rima contundente
Que o equilíbrio hediondo não são balas no pente
Mas munições de raciocínio que o gueto precisa
Fala pros clans que as trancas prendem a sabedoria

Escrita a caligrafia, psicografada
Foi mencionado Malcolm X, honrada as palavras
Mais vale o poder da caneta do que as tomadas de rock
Valor da sua liberdade do que o brilho dos cofres

Não quero ver som de projétil que perfura crânio
Nem ver no drama a reportagem, caído um humano
Finais bem trágicos, lamentável, prefiro a maestria
Versos, virtudes são blindagem, vigora a poesia

A mente é templo, com medo e incerteza
Você é livre pra falar o que pensa
Enquanto isso, o silêncio é sabedoria
Meu autodomínio vigora poesia

Escrita por: Wagner Aparecido Paiva