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Blues de Corcovado

Rei Midas

Corcovado Blues

Subi o morro...
Vim viajar na paisagem da minha capital...
Daqui de cima, Rio,
Tudo parece normal...
Rio intransponível, eu não sou invisível.
Abra suas portas de ferro ardente,
Ou quem sabe então, no quebrar das janelas
A vida possa ser diferente.
Rio de margens quase impossíveis,
Mal acabou de começar o meu fim...
Eu apenas procuro um atalho que leve
Ao futuro que eu sei que você guarda pra mim...
Rio, terra sem fim...
Abra também os braços pra mim...
Quero sentir seu calor...
Daqui de cima quase aperto suas mãos,
Ou quem sabe então, elas mostrem outras direções...
Mas eu fico, eu rio, eu choro, meu Rio...
Mas eu fico, eu rio, eu choro, meu Rio...

Blues de Corcovado

Subí la colina...
Vine a viajar por el paisaje de mi capital...
Desde arriba, Río,
Todo parece normal...
Río infranqueable, no soy invisible.
Abre tus puertas de hierro ardiente,
O tal vez entonces, al romper las ventanas
La vida pueda ser diferente.
Río de orillas casi imposibles,
Apenas comienza mi fin...
Solo busco un atajo que me lleve
Al futuro que sé que guardas para mí...
Río, tierra sin fin...
Abre también tus brazos para mí...
Quiero sentir tu calor...
Desde arriba casi puedo tocar tus manos,
O tal vez ellas muestren otros caminos...
Pero me quedo, río, lloro, mi Río...
Pero me quedo, río, lloro, mi Río...

Escrita por: Bebeto