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Sobrecarga

Reinaldo

Lotação

A lotação não cabe mais ninguém
Saindo da Praça Colosso, Jardim Novo Além
Segue a viagem seu moço
Esse angu de caroço ainda vai pra Xerém
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém

A lotação
A lotação não cabe mais ninguém
Saindo da Praça Colosso, Jardim Novo Além
Segue a viagem seu moço
Esse angu de caroço ainda vai pra Xerém
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém

Vai um rapaz delicado, de olhar espichado, imagine pra quem
E um tal de bola de neve, de mão ultraleve no bolso de alguém
Quando o mulato maluco sacou do trabuco pulou mais de cem

A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém
Quando a Alzira parente sentou lá na frente esperando neném
Foi o maior falatório, pois seu casório é no ano que vem
E naquele empurra-purra, sobrou outra surra pro Chico quem-quem
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém

A lotação

A lotação não cabe mais ninguém
Saindo da Praça Colosso, Jardim Novo Além
Segue a viagem, seu moço esse angu de caroço ainda pra Xerém
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém

Desceu lá na suburbana com bafo de cana o pastor Araquém
Tentava não dar na pinta era irmã Celinta descendo também
Tem Zé Mané, Zé Pilintra, Joãozinho e mais trinta lá da Funabem
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém
E seu José do trombone com o seu conjunto viajava também
Era greve de trem

A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém
Dá-lhe seu Zé!
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém
A lotação não cabe mais ninguém

Sobrecarga

La sobrecarga ya no cabe más
Saliendo de la Plaza Coloso, Jardín Nuevo Más Allá
Sigue el viaje, señor
Este guiso de grano aún va a Xerém
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más

La sobrecarga
La sobrecarga ya no cabe más
Saliendo de la Plaza Coloso, Jardín Nuevo Más Allá
Sigue el viaje, señor
Este guiso de grano aún va a Xerém
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más

Va un chico delicado, con la mirada fija, imagina para quién
Y un tal bola de nieve, con la mano ligera en el bolsillo de alguien
Cuando el mulato loco sacó el trabuco, saltó más de cien

La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más
Cuando Alzira, la pariente, se sentó adelante esperando un bebé
Fue el mayor chisme, porque su boda es el próximo año
Y en ese empujón, hubo otra pelea para Chico quien-quien
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más

La sobrecarga

La sobrecarga ya no cabe más
Saliendo de la Plaza Coloso, Jardín Nuevo Más Allá
Sigue el viaje, señor, este guiso de grano aún va a Xerém
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más

Bajó en la suburbana con aliento a caña el pastor Araquém
Trataba de no llamar la atención, era la hermana Celinta bajando también
Está Zé Mané, Zé Pilintra, Joãozinho y otros treinta de la Funabem
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más
Y su José del trombón con su conjunto también viajaba
Era una huelga de tren

La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más
¡Dale, don Zé!
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más
La sobrecarga ya no cabe más

Escrita por: Bandeira Brasil / Arlindo Cruz