As Águas Sempre Vão
Tudo nada nestas águas
Nadam nuas luas e alvoradas
Nadam os medos e os fantasmas
Que me têm
E as histórias mal contadas
Que inventei
Rio Negro, peixe prata
Céu azul
Vou lavando as velhas mágoas
Sou nenhum
Nem canoa, nem pessoa
Nem paixão
Tudo, nada
Tudo é nada
E as águas sempre vão
Las Aguas Siempre Fluyen
Todo flota en estas aguas
Nadan desnudas lunas y amaneceres
Nadan los miedos y los fantasmas
Que me persiguen
Y las historias mal contadas
Que inventé
Río Negro, pez plateado
Cielo azul
Lavando las viejas penas
Soy nadie
Ni canoa, ni persona
Ni pasión
Todo, nada
Todo es nada
Y las aguas siempre fluyen
Escrita por: Jean Garfunkel / Paulo Garfunkel