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Radionovela: Playa

Renato Fechine

Rádio Novela: Praia

Locutor: Tudo começou quando ele chegou em casa em seis horas da tarde, vinha muito cansado, exausto, consumido por mais um dia ardo de trabalho, em busca do pão de cada dia.
Ele: Õ rapaz praia é fogo viu rapaz ta tudo mais caro já meu rei, cerveja ta custando dois reais, acarajé um e cinqüenta e não ta nem perto do carnaval ainda onde é que nós vamos parar hein? Ô maluca abre a porta que eu cheguei e to muito doido hein!! Hum!!
Ela: Remédio pra doido é outro na porta cabra safado passa pro banheiro que ta melando a casa toda de areia, que marca de homem é essa rapaz, ô meu Deus do céu nem pro caminhão atropelar uma desgraça dessa.
Ele: O não me de suas porra de seus nome não.
Ela: Eu to falando com razão...
Ele: Não me de suas seus nome não. Não quero nem saber.
Ela: Eu falo o que eu quiser.
Ele: Não me de suas seus nome não
Ela: Não me de seus nome não você vai ver agora sacana.
Locutor: E foi assim que começou a discussão quase fatal, a megera enguiando um copo de liquidificador de mil e quinhentas cilindradas cúbicas, repleta de vitamina de banana ameaçou a vitima.
Ela: Vou rumar-la desgraça condenado eu vou lhe partir em dois.
Ele: Olhe não rume a porra não.
Ela: Não rume não è? Rume não é?
Ele: Rapaz?! Não rume a porra não! Ooo.
Ela: Não rume não sacana sai de junto da geladeira pra não estragar a geladeira.
Ele: O não rume a porra não.
Ela: Ai olhe vou rumar!!
Ele: Olhe, olhe.
Ela: Vou lascar hein!
Ele: Não rume não! (VULP) Uai meu Pai.
Locutor: Possessa e sem medir as conseqüências, ela investiu contra o pobre e raquítico trabalhador atirando aquele objeto mortal em sua direção.
Ele: Ai eu se abaixei a porra pegou na parede e melou tudo de vitamina, prossiga seu locutor.
Locutor: Insatisfeita com a primeira tentativa ela queria dar mais uma, a fêmea determinada lançou mão de um ferro de passar roupas e investiu novamente contra a vitima, dessa vez com acusações estrememente grave.
Ela: Maconheiro safado dessa vez você não me escapa.
Ele: Maconheiro não.
Ela: Eu sou sua nega pra você vim me dar dor de cabeça rapaz...
Ele: O rapaz essa zorra corta rapaz!! (VULP) Uai uai agora eu me lasquei.
Locutor: E foi então naquele momento fatídico, que a mulher enlouquecida tentou mais uma vez contra o pobre rapaz.
Ele: Ai eu, hum, se abaixei a porra pegou na parede abriu a maior broca, o seu locutor daqui em diante eu vou sozinho o senhor pode descansar, ai o resultado abriu a maior broca na parede, caiu na casa vizinha rapaz, pegou na cabeça de um menino de quatro anos de idade que tava assistindo "cavalheiros domano" na televisão, eu fui lá e resolvi o problema com o pai dele, ai eu voltei e quando eu voltei eu voltei espumando, eu disse não o mulher sacana ai eu agüentei a vassoura, quando eu agüentei a vassoura ela correu né, ai nos dois rudiamos a mesa, ela passou por trás da geladeira tropeçou no fio e caiu quando ela caiu eu chutei na cara dela ai ela conseguiu se safar e foi pro banheiro ali engatinhando, engatinhando, a vassoura caiu de minha mão, ai ela entrou no banheiro quando eu encurralei ela eu digo não agora ela se lenhou, paguei a vassoura eu digo agora é comigo vamos ver quem é maconheiro aqui ai eu não contei conversa, agüentei a vassoura com as duas mãos, trinquei os dentei e rumei-lhe em cima, quando eu rumei-lhe em cima ai ela se abaixou né, ai no que eu fui que eu voltei já rumei-lhe em baixo, rumei-lhe em baixo vulp ai ela pulou certo, ai quando ela caiu em pé ai eu suspendi a vassoura partir na cabeça dela em dois, partir no meio ta lá a cabeça dela aberta em dois ta lá no pronto socorro da UTI do HGE sede incomunicável qualé rapaz mãe comigo se lenha, quero pra cá negocio de mãe me chamando de maconheiro e querendo rumar ferro de passar roupa em mim rapaz!!!!!

Radionovela: Playa

Locutor: Todo comenzó cuando él llegó a casa a las seis de la tarde, venía muy cansado, exhausto, consumido por otro día ardiente de trabajo, en busca del pan de cada día.
Él: Oye chico, la playa está difícil, todo está más caro, mi rey, la cerveza cuesta dos reales, el acarajé uno cincuenta y ni siquiera estamos cerca del carnaval, ¿dónde vamos a parar? ¡Oye loca, abre la puerta que llegué y estoy muy loco! ¡Hum!
Ella: El remedio para los locos es otro, en la puerta, cabrón descarado, pasa al baño que estás llenando toda la casa de arena, ¿qué tipo de hombre eres, chico? ¡Oh, Dios mío, ni siquiera para que un camión atropelle a un desgraciado de estos!
Él: No me des tus malditas palabras.
Ella: Estoy hablando con razón...
Él: No me des tus palabras. No quiero saber.
Ella: Digo lo que quiero.
Él: No me des tus palabras.
Ella: No me des tus palabras, vas a ver ahora, canalla.
Locutor: Y así comenzó la discusión casi fatal, la bruja agarrando un vaso de licuadora de mil quinientas cilindradas cúbicas, llena de vitamina de plátano, amenazó a la víctima.
Ella: Te voy a romper, maldito condenado, te partiré en dos.
Él: No me rompas, ¿eh?
Ella: ¿No romperé, eh? ¿No romperé?
Él: ¡Chico! ¡No rompas, no! ¡Oye!
Ella: No rompas, canalla, sal de al lado de la nevera para no dañarla.
Él: No rompas, ¿eh?
Ella: ¡Mira, te romperé!
Él: ¡Mira, mira!
Ella: ¡Te voy a golpear, ¿eh?!
Él: ¡No rompas, (VULP) ay, mi Padre!
Locutor: Poseída y sin medir las consecuencias, ella se lanzó contra el pobre y raquítico trabajador, arrojando ese objeto mortal en su dirección.
Él: Me agaché y la porquería golpeó la pared y todo se llenó de vitamina, continúa, locutor.
Locutor: Insatisfecha con el primer intento, quería dar otro, la hembra determinada agarró una plancha de ropa y se lanzó nuevamente contra la víctima, esta vez con acusaciones extremadamente graves.
Ella: Drogadicto, esta vez no te escaparás.
Él: Drogadicto, no.
Ella: Soy tu mujer, ¿para que vengas a darme dolor de cabeza, chico?
Él: ¡Chico, esta mierda corta, chico! (VULP) Ay, ay, ahora estoy jodido.
Locutor: Y fue entonces, en ese momento fatídico, que la mujer enloquecida intentó una vez más contra el pobre chico.
Él: Me agaché, la porquería golpeó la pared, se abrió un agujero enorme, desde ahora iré solo, señor locutor, puede descansar, el resultado fue un agujero enorme en la pared, cayó en la casa vecina, golpeó en la cabeza de un niño de cuatro años que estaba viendo 'caballeros del mañana' en la televisión, fui allí y resolví el problema con su padre, luego regresé y cuando regresé, regresé furioso, dije no, mujer canalla, aguanté la escoba, cuando aguanté la escoba, ella corrió, luego luchamos en la mesa, pasó por detrás de la nevera, tropezó con el cable y cayó, cuando cayó, le di una patada en la cara, ella logró escapar y fue al baño arrastrándose, arrastrándose, la escoba se me cayó de la mano, ella entró al baño, cuando la acorralé, dije no, ahora es conmigo, vamos a ver quién es el drogadicto aquí, no tuve piedad, agarré la escoba con las dos manos, apreté los dientes y fui hacia ella, cuando fui hacia ella, se agachó, entonces volví y fui hacia abajo, fui hacia abajo, vulp, ella saltó, cuando cayó de pie, levanté la escoba y le partí la cabeza en dos, la partí por la mitad, ahí está su cabeza abierta en dos, está en la sala de emergencias de la UTI del HGE, sede incomunicable, ¿qué pasa, chico? ¡Madre mía, siéntate conmigo, quiero negociar aquí, llamándome drogadicto y queriendo golpearme con una plancha de ropa, chico!

Escrita por: Renato Fechine