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Amarillo

Renato Motha

Amarelo

Crescera solto a vagar
E sem razão descoberta
Entregue ao sopro dos ventos

Vivera pronto a fluir
Levado na correnteza
Caminho não cabe certeza

Sou viramundo
Vou percorrendo
Mundo virado
Desaconselho
Viver teimando
Avermelhado
Nasci sozinho
Vim diferente
E desconfio
Se conformar
Mas a meu modo
Fui aprendendo
Pouco sabendo
Me disfarçar

Se mandam-me chorar, eu cantarei
Se mandam-me cantar, eu calarei
Se mandam-me embora, eu ficarei
Se mandam-me ficar, eu partirei

Amarillo

Creceré suelto vagando
Y sin razón descubierta
Entregado al soplo de los vientos

Viviré listo para fluir
Llevado por la corriente
El camino no admite certeza

Soy un trotamundos
Voy recorriendo
Un mundo al revés
No recomiendo
Vivir insistiendo
Enrojecido
Nací solo
Vine diferente
Y desconfío
De conformarme
Pero a mi manera
Fui aprendiendo
Poco sabiendo
Disfrazarme

Si me mandan llorar, cantaré
Si me mandan cantar, callaré
Si me mandan lejos, me quedaré
Si me mandan quedarme, me iré

Escrita por: Patricia Lobato / Renato Motha