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Arrependimento

Resenha Sertaneja

O quadro caiu da parede da sala
A voz do silêncio de noite me cala
A chuva de fora não lava a ferida
E eu sigo arrastando o que resta de vida

O frio do quarto congela o meu rosto
A boca perdeu todo o cheiro e o gosto
A luz da varanda piscou e morreu
E o homem no espelho já não sou mais eu

A noite não passa, o dia não chega
O peso da culpa a minha alma carrega
Eu olho pro nada buscando um sinal
Sofrendo o castigo do meu temporal

O vento não traz o seu beijo de volta
A minha esperança aos poucos revolta
O choro rasgando o meio do peito
Eu deito na cama e me afogo em arrependimento

A poeira cobriu a estante do quarto
De tanta angústia confesso estou farto
O copo na mesa secou de tristeza
Mostrando o estrago com toda clareza

A noite não passa, o dia não chega
O peso da culpa a minha alma carrega
Eu olho pro nada buscando um sinal
Sofrendo o castigo do meu temporal

O vento não traz o seu beijo de volta
A minha esperança aos poucos revolta
O choro rasgando o meio do peito
Eu deito na cama e me afogo em arrependimento

O choro rasgando o meio do peito
Eu me afogo em arrependimento

Escrita por: Randhal Wendel Fernando de Souza Santos