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Caminante Clandestino

Revolver

Caminhante Clandestino

Aqui ou em qualquer lugar
A maior revolução
É justamente a que se dá
Dentro de cada coração
Ninguém pra impor condições
Quimeras ou ideologias
Ninguém pra nos ditar sermões
Regras ou vãs filosofias

Cada um faz seu caminho
Do jeito que lhe convém
Cada um tem sua vida
E é somente o que se tem
Não importa a cor dos olhos
Nem o pano da bandeira
Tudo isso a gente sabe
Um dia vai virar poeira

Uma dor silenciosa
Quando menos se espera
Chega sem nehum aviso
E a alma dilacera
É amarga e faz o mundo
Da gente se espatifar
E as feridas que ela deixa
Custam a cicatrizar

Mas a vontade de viver
Que conduz nosso destino
Os passos do vagabundo
Caminhante clandestino
Pelas curvas dessa estrada
Faça chuva ou faça sol
Por amor ou por desejo
Por força de algo maior

Caminante Clandestino

Aquí o en cualquier lugar
La mayor revolución
Es justamente la que se da
Dentro de cada corazón
Nadie para imponer condiciones
Quimeras o ideologías
Nadie para dictarnos sermones
Reglas o vanas filosofías

Cada uno hace su camino
A su manera
Cada uno tiene su vida
Y es solo lo que se tiene
No importa el color de los ojos
Ni el trapo de la bandera
Todo eso lo sabemos
Un día se convertirá en polvo

Un dolor silencioso
Cuando menos se espera
Llega sin ningún aviso
Y desgarra el alma
Es amargo y hace que el mundo
De uno se desmorone
Y las heridas que deja
Tardan en cicatrizar

Pero la voluntad de vivir
Que guía nuestro destino
Los pasos del vagabundo
Caminante clandestino
Por las curvas de esta carretera
Haga lluvia o haga sol
Por amor o por deseo
Por la fuerza de algo más grande

Escrita por: Aroldo De Souza Silva