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El Último Atardecer

Ricardo Bacelar

O Último Pôr Do Sol

A onda ainda quebra na praia
Espumas se misturam com o vento

No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
Pensando em nós dois

Eu lembro a concha em seu ouvido
Trazendo o barulho do mar na areia

No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho, olhando o Sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz
Lembrando nós dois

Os edifícios abandonados
As estradas sem ninguém
Óleo queimado, as vigas na areia
A Lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos
Por entre os dedos da minha mão
Passaram certezas e dúvidas

Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o Sol morreu

Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o Sol morreu

El Último Atardecer

La ola sigue rompiendo en la playa
Las espumas se mezclan con el viento

El día en que te fuiste
Me quedé extrañando lo que no fue
Recordando incluso lo que no viví
Pensando en los dos

Recuerdo la concha en tu oído
Trae el sonido del mar en la arena

El día en que te fuiste
Me quedé solo, viendo morir al Sol
Entre las ruinas de Santa Cruz
Recordando a los dos

Los edificios abandonados
Las carreteras vacías
Aceite quemado, las vigas en la arena
La Luna naciendo entre los hilos de tu cabello
Entre los dedos de mi mano
Pasaron certezas y dudas

Porque el día en que te fuiste
Me quedé solo en el mundo, sin nadie
El último hombre en el día en que murió el Sol

Porque el día en que te fuiste
Me quedé solo en el mundo, sin nadie
El último hombre en el día en que murió el Sol

Escrita por: Lenine, Lula Queiroga