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Mañanas de Sol

Ricardo Castelo Branco

Manhãs de Sol

Todos os dias manhãs são de sol
Eu acordo tarde, dou vivas ao sol
Nem faço questão que você me escreva
A gente já conversou tudo que devia

O nosso problema é não sermos honestos
No fundo, no fundo, eu sei que eu não presto
Mas você devia ter me consultado
Para saber o que houve de errado

Ah! quanta coisa a gente prometeu
Tão depressa também se esqueceu
Acho melhor mudar de assunto...

Outro dia andando na rua
Percebi que eu já não tô mais na sua
Acho bom que o ônibus chegue
Antes que o meu tempo se esgote

Pode ser que no próximo inverno
Eu te mande ir pro inferno
Mas hoje eu sei que o espaço entre a luz e a razão
É pura ilusão

Ah! quando o sol me aquece
Eu me esqueço e me aqueço também
Tanto quanto eu não tenho ninguém

Mañanas de Sol

Todos los días las mañanas son de sol
Me levanto tarde, saludo al sol
Ni siquiera me importa que me escribas
Ya hemos hablado todo lo que debíamos

Nuestro problema es no ser honestos
En el fondo, sé que no valgo la pena
Pero deberías haberme consultado
Para saber qué salió mal

¡Ah! cuántas cosas prometimos
Tan rápido también olvidamos
Creo que es mejor cambiar de tema...

Otro día caminando por la calle
Me di cuenta de que ya no estoy en tu vida
Espero que el autobús llegue pronto
Antes de que se me acabe el tiempo

Puede ser que el próximo invierno
Te mande al infierno
Pero hoy sé que el espacio entre la luz y la razón
Es pura ilusión

¡Ah! cuando el sol me calienta
Me olvido y me caliento también
Tanto como no tener a nadie

Escrita por: Ricardo Castelo Branco