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Horas de Fado

Ricardo Ribeiro

Horas de Fado

Horas de solidão, horas de fado
No meu andar perdido, a razão
Horas de ser poema amargurado
A falar de pecado e de traição

Horas de ser poema e não poder
Gritar, gritar até que fique rouco
O meu castigo de viver viver
Castigo de não ser ainda louco

Horas de solidão recomeçadas
De cada vez que fico só assim
Horas que vão ficar em mim paradas
Até que novo amor renasça em mim

Horas de Fado

Horas de soledad, horas de fado
En mi caminata perdida, la razón
Es hora de ser un poema amargo
Hablar de pecado y traición

Es hora de ser un poema y no ser capaz
Grita, grita hasta que te quites ronca
Mi castigo para vivir
Castigo por no estar loco todavía

Horas de soledad reiniciadas
Cada vez que me siento solo así
Horas que se pararán sobre mí
Hasta que el nuevo amor renace en mí

Escrita por: Artur Ribeiro e Armando Machado