Algo em mim
Sai do eixo devagar
Sem motivo aparente
Como estrela
Que começa a se curvar
Por um peso invisível à frente
E eu finjo que controlo o movimento
Que escolho onde parar
Mas toda vez que você chega perto
Meu mundo volta a girar
Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade
Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez
Algo em mim
Sai do eixo devagar
Sem motivo aparente
Como estrela
Que começa a se curvar
Por um peso invisível à frente
E eu finjo que controlo o movimento
Que escolho onde parar
Mas toda vez que você chega perto
Meu mundo volta a girar
Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade
Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez
Se cair
Não vai ser acidente
Foi o peso do desejo
Nos puxando
Lentamente
Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade
Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez
Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade
Se eu volto
Não é fraqueza
É só o mundo lembrando
Que certas órbitas
São a nossa natureza