Saudade de Araraquara
Eu parti de Araraquara com destino pra Goiás
Quando eu vim da minha terra travessei Minas Gerais
Eu passei Campina triste Lagoa dos Ananais
Os olhos que lá me viram de certo não me vê mais
Fiz a minha embarcação lá na estação do Brás
Meu amor me procurava notícia pelos jornais
Eu padeço ela padece padecemos dois iguais
Quem partir leva saudade pra quem fica é muito mais
Eu olhei para o horizonte avistei certos sinais
Que as estrelas vão correndo deixando raio pra trás
Eu te quis, 'inda te quero cada vez querendo mais
Os agrado de outro amor para mim não satisfaz
O meu peito é um retiro onde meu suspiro vai
Meu coração é um cuitelo que do seu jardim não sai
E vive beijando a rosa onde que o sereno cai
Adeus minha rosa branca adeus para nunca mais
Nostalgia de Araraquara
Partí de Araraquara con destino a Goiás
Cuando regresé de mi tierra crucé Minas Gerais
Pasé por Campina triste y Lagoa dos Ananais
Los ojos que me vieron allí seguramente ya no me ven
Construí mi embarcación en la estación de Brás
Mi amor me buscaba noticias en los periódicos
Yo sufro, ella sufre, sufrimos los dos por igual
Quien se va lleva nostalgia, para quien se queda es mucho más
Miré hacia el horizonte y vi ciertas señales
Que las estrellas van dejando atrás un rastro
Te quise, aún te quiero cada vez más
Las atenciones de otro amor no me satisfacen
Mi pecho es un refugio donde van mis suspiros
Mi corazón es un cuchillo que no sale de su jardín
Y sigue besando la rosa donde cae el rocío
Adiós mi rosa blanca, adiós para nunca más
Escrita por: Carreirinho / Zé Carreiro