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Viejo Carretero

Riograndense e Caminheiro

Carreiro Velho

Carreiro velho
Carreando carro antigo
Você foi meu grande amigo
Nos tempos que já passaram

Carreiro velho
Corre com a correnteza
Revirando a natureza
Você fez seu dicionário

Carreiro velho
Quantas marcas pelo chão
Deixou seu carro
Pelas brenhas do sertão

Foi o seu canto
Que embalou a minha infância
Ecos que o tempo
Fez perder-se na distância

E nos buracos
De suas rodas no estradão
Saía o canto
Aborrecido do cocão

Hoje em seu peito
Pelas fendas da idade
Sai tristemente
A melodia da saudade

Carreiro velho
Carreando carro antigo
Você foi meu grande amigo
Nos tempos que já passaram

Carreiro velho
Corre com a correnteza
Revirando a natureza
Você fez seu dicionário

No tabueiro
Chumaço de couro cru
Carroceria
E uma rede de bambu

De guarantã
Eram as cangas parelheiras
E em cada ponta
Dois canzis de aroeira

Seu dicionário
Onde eu for comigo vai
Porque o carreiro
Foi você meu velho pai

Sempre carreando
Me fez homem estudado
Eu te agradeço
Por me dar seu nome honrado

Carreiro velho
Carreando carro antigo
Você foi meu grande amigo
Nos tempos que já passaram

Carreiro velho
Corre com a correnteza
Revirando a natureza
Você fez seu dicionário

Carreiro velho
Carreando carro antigo
Você foi meu grande amigo
Nos tempos que já passaram

Carreiro velho
Corre com a correnteza
Revirando a natureza
Você fez seu dicionário

Viejo Carretero

Viejo carretero
Llevando un carro antiguo
Fuiste mi gran amigo
En tiempos que ya han pasado

Viejo carretero
Corre con la corriente
Removiendo la naturaleza
Tú creaste tu diccionario

Viejo carretero
Cuántas marcas en el suelo
Dejaste tu carro
Por los matorrales del sertón

Fue tu canto
El que me arrulló en mi infancia
Ecos que el tiempo
Ha hecho perder en la distancia

Y en los baches
De tus ruedas en el camino
Salía el canto
Molesto del cocón

Hoy en tu pecho
Por las grietas de la edad
Sale tristemente
La melodía de la añoranza

Viejo carretero
Llevando un carro antiguo
Fuiste mi gran amigo
En tiempos que ya han pasado

Viejo carretero
Corre con la corriente
Removiendo la naturaleza
Tú creaste tu diccionario

En el tablón
Montón de cuero crudo
Carrocería
Y una hamaca de bambú

De guarantã
Eran las yugos parejeras
Y en cada extremo
Dos palos de aroeira

Tu diccionario
Donde vaya, irá conmigo
Porque el carretero
Fuiste tú, mi viejo padre

Siempre llevando
Me hiciste un hombre educado
Te agradezco
Por darme tu honorable nombre

Viejo carretero
Llevando un carro antiguo
Fuiste mi gran amigo
En tiempos que ya han pasado

Viejo carretero
Corre con la corriente
Removiendo la naturaleza
Tú creaste tu diccionario

Viejo carretero
Llevando un carro antiguo
Fuiste mi gran amigo
En tiempos que ya han pasado

Viejo carretero
Corre con la corriente
Removiendo la naturaleza
Tú creaste tu diccionario

Escrita por: Carlos Cezar / Jose Fortuna