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Árbol de Anacardo Viejo

Rita Benneditto

Cajueiro Velho

Cajueiro velho

Vergado, sem folhas

Sem frutos, sem flores

Sem vida, afinal

Eu que te vi

Florido e viçoso

Com frutos tão doces

Que não tinha igual

Não posso deixar

De sentir uma tristeza

Pois vejo que o tempo

Tornou-te assim

Infelizmente também é certeza

Que ele fará o mesmo de mim


Já tenho no rosto

Sinais de velhice

Pois da meninice

Não tenho mais traços

Começo a vergar como tu, cajueiro

fui teu companheiro

Dos primeiros passos

Portanto

Não tens diferença de mim

Seguimos marchando

Em uma só direção

apenas me resta da vida o fim

E da mocidade a recordação

Árbol de Anacardo Viejo

Árbol de anacardo viejo
Inclinado, sin hojas
Sin frutos, sin flores
Sin vida, al final
Yo que te vi
Florido y lozano
Con frutos tan dulces
Que no tenían igual
No puedo evitar
Sentir tristeza
Pues veo que el tiempo
Te ha vuelto así
Lamentablemente también es seguro
Que hará lo mismo conmigo

Ya tengo en mi rostro
Señales de vejez
Pues de la niñez
Ya no tengo rastro
Comienzo a inclinarme como tú, árbol de anacardo
Fui tu compañero
Desde los primeros pasos
Por lo tanto
No tienes diferencia de mí
Seguimos avanzando
En una sola dirección
Solo me queda el final de la vida
Y el recuerdo de la juventud

Escrita por: João Carlos