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Garganta

Riviera

Garganta

Tão perto e eu não posso ver
Minha voz segue a falhar
E a sensação de ser apenas um
Me tira todo ar

Se distante tudo embaça e não se vê
É tudo turvo e tão fugaz
E sensação de ser apenas um
Não pude evitar

Reconheço que não tem como negar
Na garganta um nó sem chances de atar

Preço se paga ao dizer: Eu tentei evitar

Na sala você vem se redimir
E fico parado a te escutar
Tuas mentiras vendem muito mais
A quem delas se faz

A mordaça invisível vai ceder
E é melhor crer do que falar
Difícil aceitar suas condições
São todas, desiguais

Permaneça vil, não vá chantagear
A garganta fecha pra se resguardar

Se não tem mais nada a dizer
Me poupe de escutar
Você

Se ponha em meu lugar!

Garganta

Tan cerca y no puedo ver
Mi voz sigue fallando
Y la sensación de ser solo uno
Me quita el aliento

Si estás lejos, todo se vuelve borroso y no se ve
Todo es turbio y tan fugaz
Y la sensación de ser solo uno
No pude evitar

Reconozco que no hay forma de negarlo
En la garganta un nudo sin posibilidad de desatar

Se paga un precio al decir: Intenté evitarlo

En la sala vienes a redimirte
Y me quedo parado escuchándote
Tus mentiras venden mucho más
A aquellos que las creen

La mordaza invisible cederá
Y es mejor creer que hablar
Difícil aceptar tus condiciones
Son todas desiguales

Permanece vil, no intentes chantajear
La garganta se cierra para protegerse

Si no tienes nada más que decir
Ahórrame escucharte
Tú

¡Ponte en mi lugar!

Escrita por: Vinicius Coimbra