Goiano do pé rachado
Bem de manhã eu acordo pra soltar o gado
Pego meu chapéu empoeirado
Aproveito tiro o leite e tomo meu café
É agente não ter vergonha de ter o sol sempre do lado
Bater no peito e ter o coração honrado
Por simplesmente ser o que agente é
A tardezinha lá vou eu de novo vou trancar o gado
Levo o meu laço pendurado
O meu corpo ta cansado trabalhei a tarde inteira
E só quando chegar a lua eu ponho a rede na varanda
Pego a viola que manda uma canção pro João de Barro
Lá no galho da paineira
Então agradeço a Deus por ter meu nome afamado
Por ser Goiano do pé rachado
Por simplesmente nascer onde eu nasci
Acho bonito usar uma bota preta e um chapéu emborcado
Um par de esporas eu um jeans envocado
O verde do cerrado o cheiro do capim
Goiano del pie agrietado
Bem de la mañana me levanto para soltar el ganado
Cojo mi sombrero polvoriento
Aprovecho para ordeñar y tomar mi café
No tenemos vergüenza de tener siempre al sol de nuestro lado
Golpear el pecho y tener el corazón honrado
Simplemente por ser lo que somos
Por la tarde, allá voy de nuevo a encerrar el ganado
Llevo mi lazo colgado
Mi cuerpo está cansado, trabajé toda la tarde
Y solo cuando llega la luna, cuelgo la hamaca en el balcón
Cojo la guitarra que envía una canción al João de Barro
En la rama del árbol de la paina
Entonces agradezco a Dios por tener mi nombre famoso
Por ser Goiano del pie agrietado
Simplemente por nacer donde nací
Me parece bonito usar una bota negra y un sombrero inclinado
Un par de espuelas y unos jeans ajustados
El verde del cerrado, el olor del pasto