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El Campesino del Interior

Roberto Barreiros

O Interiorano

Que saudade eu sinto
Nunca mais esquecerei
Saudade do interior
De tudo que lá eu deixei

Uma estrada de terra vermelha
Sem asfalto e sem mais proteção
É assim que o sertanejo gosta
Ver poeira subindo do chão
Uma jardineira sem horário
Dentro dela um modesto chofer
Que não marca ponto de parada
Para sempre onde a gente estiver

E numa casa de pau a pique
Onde está a civilização
Encontramos pessoas sinceras
Dispostas a nos dar a mão
Lá existe feijão do melhor
E o arroz socadinho do pilão
Não se usa comida na mesa
Cada qual vai buscar no fogão

Hoje sinto saudade de tudo
Nunca mais eu vi a jardineira
Também não vi mais o meu amor
A minha namorada primeira
Nunca mais vi o fogão a lenha
O que penso não tem solução
O meu céu se fechou de repente
E hoje vivo nesta solidão

El Campesino del Interior

Que nostalgia siento
Nunca olvidaré
Nostalgia del interior
De todo lo que dejé allí

Un camino de tierra roja
Sin asfalto y sin más protección
Así es como le gusta al campesino
Ver el polvo subir del suelo
Un autobús sin horario
Con un modesto conductor dentro
Que no marca paradas
Para siempre donde estemos

Y en una casa de barro y paja
Donde la civilización se encuentra
Encontramos personas sinceras
Dispuestas a ayudarnos
Allí hay frijoles de primera
Y arroz machacado en el mortero
No se pone la comida en la mesa
Cada uno va a buscarla al fogón

Hoy extraño todo
Nunca más vi el autobús
Tampoco vi a mi amor
Mi primera novia
Nunca más vi la estufa de leña
Lo que pienso no tiene solución
Mi cielo se cerró de repente
Y hoy vivo en esta soledad

Escrita por: José Homero / Laureano Cruz