Sentado À Beira do Caminho
Eu não posso mais ficar aqui
A esperar
Que um dia de repente
Você volte para mim
Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim
Meu olhar se perde na poeira
Dessa estrada triste
Onde a tristeza
E a saudade de você
Ainda existe
Esse Sol que queima
No meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto
O seu olhar
Que eu trago na lembrança
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo
Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo
Carros, caminhões, poeira
Estrada, tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente
Só você não vê que eu
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira
Por você
Sentado à beira do caminho
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo
Assis au Bord de la Route
Je ne peux plus rester ici
À attendre
Qu'un jour, soudainement
Tu reviennes vers moi
Je vois des camions
Et des voitures pressées
Passer devant moi
Je suis assis au bord
D'une route
Qui n'a plus de fin
Mon regard se perd dans la poussière
De cette route triste
Où la tristesse
Et la nostalgie de toi
Sont encore là
Ce soleil qui brûle
Sur mon visage
Un reste d'espoir
De voir de près
Ton regard
Que je garde en mémoire
Je dois mettre fin à tout ça
Je dois me rappeler que j'existe
Que j'existe, que j'existe
La pluie arrive, mouille mon visage
Et alors je pleure tant
Mes larmes
Et les gouttes de cette pluie
Se mêlent à mon chagrin
Je me regarde, je me cherche
Et je ne trouve rien
Je suis un pauvre reste d'espoir
Au bord d'une route
Je dois mettre fin à tout ça
Je dois me rappeler que j'existe
Que j'existe, que j'existe
Voitures, camions, poussière
Route, tout, tout, tout
Se confondent dans mon esprit
Mon ombre m'accompagne
Et voit que je
Meurs lentement
Seule toi ne vois pas que je
Ne peux plus
Rester ici seul
À attendre toute ma vie
Pour toi
Assis au bord de la route
Je dois mettre fin à tout ça
Je dois me rappeler que j'existe
Que j'existe, que j'existe