Cidade Sem Ar
Eu abro a janela e vejo o sol nascer sem cor
Eu olho pras pessoas não consigo ver amor
E sempre que alguém tenta me dizer que eu sou louco eu fico mesmo
Esqueça o meu umbigo e olhe para o seu
Se tudo que eu passei não foi você quem viveu
O mundo do avesso, não tem fim nem um começo
E o louco sou eu não
Os carros os pedestres os mendigos e os cachorros
Ilustram só cidades que precisam de socorro
A regra do urbano é fico ou corro eu mato ou morro?
Já não sei mais
Eu só sei que assim não dá mais não
Não consigo mais ficar são
Com tanta gente por aí que vive só
Eu sei só que não dá mais pra mim
Não consigo viver triste assim
Marquei jantar com o ar e ele não foi
Ciudad Sin Aire
Abro la ventana y veo el sol nacer sin color
Miro a la gente y no logro ver amor
Y cada vez que alguien intenta decirme que estoy loco, me quedo igual
Olvida mi ombligo y mira el tuyo
Si todo lo que pasé no lo viviste tú
El mundo al revés, no tiene ni principio ni fin
Y el loco soy yo, no
Los autos, los peatones, los mendigos y los perros
Solo ilustran ciudades que necesitan ayuda
¿La regla de lo urbano es quedarse o correr, matar o morir?
Ya no sé más
Solo sé que así ya no va más
No puedo seguir cuerdo
Con tanta gente por ahí que vive sola
Sé que ya no va más para mí
No puedo vivir triste así
Concerté una cena con el aire y él no fue
Escrita por: Roberto Gonzalez