Dia Manso
Já não sinto em mim o
seu calor.
Me agarro e sinto, minha
dor
é tudo o que resta
da vida que eu fui,
da festa.
Sozinho, reclamo, afano seu
sono
pra dizer que o dia vem
manso, vem
dia.
Sinto você em mim,
mas abstrata não posso
aceitar.
O seu corpo sonha em frente
à mim,
sinto em meu ser meu próprio
fim.
Mas, volto, resisto, insisto
em viver a
vida.
Tão longe, reclamo, afano
seu sono
pra dizer que o dia
vem manso, vem dia.
Sinto você em mim.
Mas, abstrata, não posso
aceitar
o seu amor.
Día Tranquilo
Ya no siento en mí
tu calor.
Me aferro y siento, mi
dolor
es todo lo que queda
de la vida que fui,
de la fiesta.
Solo, me quejo, robo tu
sueño
para decir que el día viene
tranquilo, viene
día.
Te siento en mí,
pero abstracta no puedo
aceptar.
Tu cuerpo sueña frente
a mí,
siento en mi ser mi propio
fin.
Pero vuelvo, resisto, insisto
en vivir la
vida.
Tan lejos, me quejo, robo
tu sueño
para decir que el día
viene manso, viene día.
Te siento en mí.
Pero, abstracta, no puedo
aceptar
tu amor.
Escrita por: Roberto Travassos