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Café Con Ansiedad 02

Robinson do Futuro

Café Com Ansiedade 02

Meu nome é ansiedade
E eu tenho o meu próprio programa
Sim eu sou a celebridade
Que 2020 ama

Dizem que tenho dificuldade
Em conseguir lidar com a fama
Mas seu papel é só levantar a mão
O meu é segurar a Genkidama

Falaram que eu não conseguiria
Olha agora onde eu tô
Alguns falam que eu sou vazia
Mas só são cheios de cocô

Reclamam de como eu trato o amor próprio
E de fato o ódio que existe entre nós não é brinquedo
Aqui no escritório é briga de território
Isso não é nenhum segredo

Não dá pra entender
Porque que demorou esse tempão
Não dá pra entender
Pra eu ganhar a sua permissão

Não dá pra entender
Pra hostear o meu próprio programa
Não dá pra entender
Robinson todo mundo me aclama

Robinson você é burro
Digo memo não sussurro
Empurro, surro, dou murro
De talento em Dom Casmurro

Sua vida é entediante
Não tem nada interessante
É um discípulo de Kant
Crítica à razão pedante

É o arquétipo patético
De um pré-diabético
Estático diante
Do meu ritmo frenético

Estético, elétrico, inédito
Mais que isso tudo métrico
Meus versos são ecléticos
Fáticos, fartos, proféticos

Me fala Robinson na batida desse som
Porque cê fica na sombra?
É de se assombrar
O tempo vai te cobrar

Tá legal, tudo bem, vou dizer, vou falar
Nunca sei se devo me decidir
Qual caminho prosseguir
A inércia catapulta meu destino

Sou assim desde menino
Penso demais
Por tempo demais, vacilo demais
Êxito demais
Eu quero te contar, ansiedade
Que talvez seja verdade tudo o que você falou
Que eu tenho muita dificuldade
Para com tranquilidade entender quem sou

Sou uma pessoa ou um saco de batata?
Nessa vida chata, pacata, sensata, sem sal, sem sonho e abstrata
Que acata, que cata alegrias, que agride (com) agonias
Que acolhe apatias encolhe a existência em pura monotonia

Borrão indiferença um dia de outro dia
No medo de viver a vida com autonomia
Me sinto incapaz de tomar decisões
Manter o tanto faz evita confusões
Eu só desejo paz sem atribulações
Quem se desresponsabiliza
Se visibiliza perante as ações
E fantasmas não deixam funções

Café Con Ansiedad 02

Mi nombre es ansiedad
Y tengo mi propio programa
Sí, soy la celebridad
Que 2020 ama

Dicen que tengo dificultades
Para lidiar con la fama
Pero tu papel es solo levantar la mano
El mío es sostener la Genkidama

Decían que no lo lograría
Mira ahora dónde estoy
Algunos dicen que soy vacía
Pero solo están llenos de mierda

Se quejan de cómo trato el amor propio
Y de hecho, el odio que existe entre nosotros no es un juego
Aquí en la oficina es una pelea de territorio
Esto no es ningún secreto

No entiendo
Por qué tardó tanto este tiempo
No entiendo
Para ganar tu permiso

No entiendo
Para conducir mi propio programa
No entiendo
Robinson, todos me aclaman

Robinson, eres tonto
Lo digo directo, no susurro
Empujo, golpeo, doy puñetazos
De talento en Dom Casmurro

Tu vida es aburrida
No tienes nada interesante
Eres un discípulo de Kant
Crítica a la razón pedante

Eres el arquetipo patético
De un pre-diabético
Estático frente
A mi ritmo frenético

Estético, eléctrico, inédito
Más que todo eso, métrico
Mis versos son eclécticos
Fácticos, abundantes, proféticos

Dime, Robinson, al ritmo de este sonido
¿Por qué te quedas en la sombra?
Es para asombrarse
El tiempo te cobrará

Está bien, lo diré, hablaré
Nunca sé si debo decidirme
Qué camino seguir
La inercia catapulta mi destino

Soy así desde niño
Pienso demasiado
Por mucho tiempo, vacilo demasiado
Éxito demasiado
Quiero contarte, ansiedad
Que tal vez sea verdad todo lo que dijiste
Que tengo mucha dificultad
Para entender con tranquilidad quién soy

¿Soy una persona o un saco de papas?
En esta vida aburrida, tranquila, sensata, sin sal, sin sueños y abstracta
Que acata, que busca alegrías, que enfrenta agonías
Que acoge apatías, encoge la existencia en pura monotonía

Mancha de indiferencia un día tras otro
En el miedo de vivir la vida con autonomía
Me siento incapaz de tomar decisiones
Mantener el 'tanto faz' evita confusiones
Solo deseo paz sin atribulaciones
Quien se desresponsabiliza
Se visibiliza ante las acciones
Y los fantasmas no dejan funciones

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