Impulso
não soube abrir pro sim e fechado adormeceu
sem perceber que assim calado
não haveria solução
pra convencer não há certezas
há solidão
e se entregar pro mal ou pro bem
não traz ninguém
a dor indicou que
não era de morrer
ninguém vai reparar
não sabe aonde está
não sei quem tem razão
não há como saber
mas sei que quis fugir
de medo
ter razão perdeu sentido
pedir desculpas só por pedir
se não soube abrir, não soube encarar, pois nada satisfaz
sofre por perder ou por ganhar
já se conformou
mas do medo precedia uma vontade de gritar
as coisas que já não sabia como resolver sem se quebrar
Impulso
no supe abrirme al sí y cerrado me dormí
sin darme cuenta de que así callado
no habría solución
para convencer no hay certezas
hay soledad
y entregarse al mal o al bien
no trae a nadie
el dolor indicó que
no era para morir
nadie va a notar
no sabe dónde está
no sé quién tiene razón
no hay forma de saber
pero sé que quise huir
de miedo
tener razón perdió sentido
pedir disculpas solo por pedir
si no supe abrir, no supe enfrentar, pues nada satisface
sufre por perder o por ganar
ya se conformó
pero del miedo precedía una voluntad de gritar
las cosas que ya no sabía cómo resolver sin quebrarse
Escrita por: Gustavo Lago