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Burbujas de jabón

Rodrigo Aquino

Bolinhas de sabão

u quando nasci era perfeito
Inocente, sorridente, tão sincero
Mas cresci adquiri alguns defeitos
Quem não o fez fique a vontade pra me crucificar
Eu quando nasci era perfeito
Imprudente, indecente, tão feliz
Mas cresci adquiri alguns conceitos
Não corro mais pelado por aí

Bem que eu queria voltar a me alegrar
Com bolinhas de sabão
Achar que as nuvens são feitas de algodão
Ter minha família sempre lá pra me salvar
De qualquer queda no chão
Ver tudo com os olhos de quem vê pela primeira vez

Eu quando nasci era perfeito
Tão contente, inteligente, tão banguelo
Mas cresci adquiri alguns cabelos
De repente tenho que me responsabilizar
Eu quando nasci era perfeito
Inconseqüente, interdependente, tão mais simples
Mas cresci adquiri alguns maus jeitos
Não sorrio mais só pra quem me faz sorrir

Bem que eu queria
Com bolinhas de sabão
Achar que as nuvens são feitas de algodão
Ter minha família sempre lá pra me salvar
De qualquer queda no chão
Ver tudo com os olhos de quem vê pela primeira vez

Burbujas de jabón

u cuando nací era perfecto
Inocente, sonriente, tan sincero
Pero crecí adquirí algunos defectos
Quien no lo hizo siéntase libre de crucificarme
Yo cuando nací era perfecto
Imprudente, indecente, tan feliz
Pero crecí adquirí algunos conceptos
Ya no corro desnudo por ahí

Ojalá pudiera volver a alegrarme
Con burbujas de jabón
Creer que las nubes están hechas de algodón
Tener a mi familia siempre ahí para salvarme
de cualquier caída al suelo
Ver todo con los ojos de quien ve por primera vez

Yo cuando nací era perfecto
Tan contento, inteligente, tan desdentado
Pero crecí adquirí algunos cabellos
De repente tengo que responsabilizarme
Yo cuando nací era perfecto
Inconsciente, interdependiente, tan más simple
Pero crecí adquirí algunos malos modales
Ya no sonrío solo a quien me hace sonreír

Ojalá pudiera
Con burbujas de jabón
Creer que las nubes están hechas de algodón
Tener a mi familia siempre ahí para salvarme
de cualquier caída al suelo
Ver todo con los ojos de quien ve por primera vez

Escrita por: Rodrigo Aquino