Não Sou Ninguém
Quando eu chega da escola,
Deito no sofá.
Eu ligo a TV.
Pra quê?
Pra ver o Chaves.
Depois entro no banheiro,
Banho de chuveiro.
Tá na hora de jantar,
Eu não tenho fome,
Mas a minha mãe reclama:
Come!!!!!
Não como.
Quando eu deito na cama,
Fico a pensar,
Eu vou explodir uma bomba,
Mas pego no sono.
Gosto de ficar chapado,
São tantos mistérios,
Fico tirando meleca,
Pensando nela.
Quando eu olho nos teu olhos,
Quero te dizer,
Tu me olhas nos meus olhos
E diz:
Quero foder !!!
Gosto de matar gatinhos
Com corda de nylon,
Aperto devagarzinho,
Não paro.
Vou caindo em queda livre,
Tô a mais de cem,
Na vertigem do abismo,
Não sou ninguém.
No soy nadie
Cuando llego de la escuela,
Me acuesto en el sofá.
Enciendo la TV.
¿Para qué?
Para ver el Chavo.
Después entro al baño,
Me doy una ducha.
Es hora de cenar,
No tengo hambre,
Pero mi mamá se queja:
¡Come!
No como.
Cuando me acuesto en la cama,
Me pongo a pensar,
Que voy a explotar una bomba,
Pero me quedo dormido.
Me gusta estar drogado,
Son tantos misterios,
Me la paso sacándome mocos,
Pensando en ella.
Cuando miro en tus ojos,
Quiero decirte,
Tú me miras a los ojos
Y dices:
¡Quiero coger!
Me gusta matar gatitos
Con cuerda de nailon,
Aprieto suavemente,
No paro.
Voy cayendo en caída libre,
Estoy a más de cien,
En la vértigo del abismo,
No soy nadie.
Escrita por: Rogério Skylab