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Carbón

Roglysson Vandenberg

Carvão

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você

Carbón

Apareció como un destello
Un rayo cortándome la oscuridad
Y vino tomándome de la mano
Por donde no imaginé seguir
Me hizo sentir tan bien, como nadie
Y fui engañándome sin sentir
Y fui abriendo puertas sin salir
Soñando a ciegas, sin dormir
No sé quién eres tú

El amor en tu carbón
Me quemaba en brasas en un colchón
Y me partió en tantas por el suelo
Me puso frente a un león
El amor me consumió, luego desapareció
E incluso pregunté, pero nadie vio
Y fui cerrando el rostro sin sentir
Y aunque esté atenta, sin distraerme
No sé quién eres tú

En el espejo de la ilusión
Se retocó para otra traición
Intentó abrir las flores del perdón
Pero golpeé mi rabia en la puerta
Y no me busques más sin razón
Déjame aquí y suelta mi mano
Fui cerrando el tiempo, sin llover
Fui cerrando mis ojos, para olvidar
¿Quién eres tú?
¿Quién eres tú?
¿Quién eres tú?
Tú

Escrita por: Ana Carolina