Uva de Caminhão
Já me disseram que você andou pintando o sete
Andou chupando muita uva
E até de caminhão
Agora anda dizendo que está de apendicite
Vai entrar no canivete, vai fazer operação
O que tem a florisbela nas cadeiras dela
Andou dizendo que ganhou a flauta de bambu
Abandonou a batucada lá na praça onze
E foi dançar o pirulito lá no grajaú
Caiu o pano da cuíca em boas condições
Apareceu branca de neve com os sete anões
E na pensão da dona estela foram farrear
Quebra, quebra gabiroba, quero ver quebrar
Você no baile dos quarenta deu o que falar
Cantando o seu caramuru, bota o pajé pra brincar
Tira, não tira o pajé, deixa o pajé farrear
Eu não te dou a chupeta, não adianta chorar
Uva de Caminhão
Ya me dijeron que estuviste haciendo de las tuyas
Chupaste muchas uvas
Incluso en camión
Ahora dices que tienes apendicitis
Vas a entrar al quirófano, te van a operar
¿Qué tiene Florisbela en sus caderas?
Anduvo diciendo que ganó la flauta de bambú
Abandonó la batucada en la plaza once
Y fue a bailar el pirulito en Grajaú
Cayó el telón del pandero en buenas condiciones
Apareció Blanca Nieves con los siete enanitos
Y en la pensión de doña Estela fueron de farra
¡Rompe, rompe guabiroba, quiero ver romper!
En el baile de los cuarenta diste de qué hablar
Cantando tu caramuru, pones al chamán a jugar
Quita, no quita al chamán, deja al chamán de farra
No te daré la chupeta, no sirve de nada llorar
Escrita por: Assis Valente