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Spinning

Ronaldo Silva

Rodopiado

Veneno, veneno
Veneno pinga da boca daquela cobra
Oi, tava me olhando, mundiando, olhei pra ela

E digo, sou vaqueiro marajoara
Esses olhos de cobra se encontram com o meu
Acho que vai me encantar
Numa cantiga pra dança do vaga-lume
No chover viro perfume, no vento quero espalhar
No laço o vaqueiro é moda
Na campina eia o gado
Meu coração nunca esquece
Hoje eu vou cantar rodopiado
Sentindo o gosto do veneno do mercúrio
Descendo o rio rasgadura, vi Quintino na tocaia
Andei as léguas proibidas, tô farpado
Tô cercado de absurdo e muita gente no estirão

Jurei na romana o cipoar da vaqueirada, guarnecê

Spinning

Poison, poison
Venom dripping from that snake's mouth
Hey, she was looking at me, wandering, I looked at her

And I say, I'm a cowboy from Marajó
Those snake eyes meet mine
I think it will enchant me
In a song for the firefly dance
In the rain I turn into perfume, in the wind I want to spread
In the lasso the cowboy is fashion
In the field the cattle graze
My heart never forgets
Today I'm going to sing spinning
Feeling the taste of mercury poison
Going down the river rip, I saw Quintino in ambush
I walked the forbidden leagues, I'm barbed
I'm surrounded by absurdity and many people in the stretch

I swore on the Roman the cowboy's cipoar, to guard

Escrita por: Ronaldo Silva