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Solíamos Hablar

Ronin

Costumávamos Conversar

A cor da sua voz
Imerso no ar
Sinto-lhe longe
Quando perto está
Não sei
Se o tempo
Deixará outra vez

Quantas faces pode o coração manter?
Eu só enxergo até onde os olhos podem ver

Enquanto lhe tive em braços
Em meio do campo, espaço
Não havia notado
O quão delicado
Era seu mundo inteiro

Quando lembro dos seus lábios
Succubus, puro posfácio
Me fez ver
O quanto fui otário
Depois de perder

Desculpa
Palavras que a alma soluça
Chora igual fosse a última
Vez que fosse te ver

Desculpa
Às vezes minha mente confusa
Deseja o impossível de ter
A dose última de você

Me lembro de quando você se abriu comigo
Aquilo foi lindo igual seu sorriso
E eu tenho noção de que não sou perfeito
Mas se me der tempo, eu consigo
Eu corrijo!

Escuta
Às vezes minh'alma balbuça
Palavras, tipo ajuda
Como cartas que não pôde ler

Me desculpa
Nem mesmo as palavras juntas
Conseguem te descrever
O inverbalizável qu'é você

Quem vai te esperar?
Quando demorar
Pra poder mostrar
O caminho de casa?

Solíamos Hablar

El tono de tu voz
Inmerso en el aire
Te siento lejos
Aunque estés cerca
No sé
Si el tiempo
Permitirá otra vez

¿Cuántas caras puede mantener el corazón?
Solo veo hasta donde alcanzan mis ojos

Mientras te tenía entre mis brazos
En medio del campo, espacio
No me di cuenta
De lo delicado
Que era tu mundo entero

Cuando recuerdo tus labios
Succubus, puro epílogo
Me hizo ver
Lo tonto que fui
Después de perderte

Perdón
Palabras que el alma solloza
Lloro como si fuera la última
Vez que te veré

Perdón
A veces mi mente confundida
Desea lo imposible de tener
La última dosis de ti

Recuerdo cuando te abriste conmigo
Fue hermoso como tu sonrisa
Y soy consciente de que no soy perfecto
Pero si me das tiempo, puedo
¡Corregir!

Escucha
A veces mi alma balbucea
Palabras, como ayuda
Como cartas que no pudo leer

Perdóname
Ni siquiera las palabras juntas
Pueden describirte
Lo inexpresable que eres tú

¿Quién te esperará?
Cuando tardes
En poder mostrar
El camino a casa?

Escrita por: Ronin