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Ferias y Alborotos

Roque Ferreira

Feiras e Mafuás

Deixa de xiquê, de me dá me dá
Pó não é poeira assim como feira não é mafuá

Feira é coisa da cidade que a sociedade popularizou
Mafuá é diferente foi lá no subúrbio, mas hoje acabou
Feira era todo dia comprador era freguês
Mafuá era domingo e dia de lei só galinha pedrez
Mas ninguém comprava nada, era jongo, era festa bonita demais
Foi no rio de antigamente hoje o mafuense saiu de cartaz

Deixa de xiquê...

Veio cheio de maldade falou muita coisa que ninguém manjou
Eu não sou de bruzundanga nem tenho maldade nem sou falador
Você tem essa mania de não ter opinião
O seu caso é maioria, mas passa distante se vê multidão
É um mestre em artifício, só anda na cola de quem manda mais
Eu não to nessa jogada sou de madrugada de samba e de paz


Deixa de xiquê...

Ferias y Alborotos

Deja de presumir, de querer tener
Polvo no es igual a feria, así como feria no es igual a alboroto

Feria es cosa de la ciudad que la sociedad popularizó
Alboroto es diferente, era en los suburbios, pero hoy se acabó
Feria era todos los días, el comprador era cliente
Alboroto era los domingos, día de descanso, solo gallinas pedrez
Pero nadie compraba nada, era jongo, era una fiesta demasiado bonita
Era en el río de antaño, hoy el mafuense se retiró del cartel

Deja de presumir...

Vino lleno de maldad, dijo muchas cosas que nadie entendió
No soy de bruzundanga, ni tengo maldad, ni soy hablador
Tienes esa manía de no tener opinión
Tu caso es mayoría, pero te alejas cuando ves a la multitud
Eres un maestro en artimañas, solo sigues a quien manda más
Yo no estoy en ese juego, soy de la madrugada, del samba y la paz

Deja de presumir...

Escrita por: Roque Ferreira