Guelras
Como aquilo que não aterrisa
Aquilo que não toca o chão
É o que não descansa na margem
Não, não descansa
E como entrar no rio?
Eu sinto e digo
Que às vezes rola um desespero
Você me diz que sempre, sempre dá pé
E eu insisto: Às vezes não, às vezes
É como aquilo que já não respira
Aquilo que não tem razão
É o que não estanca a engrenagem
Não, não estanca
E como sair do rio?
Eu sinto e digo
Que às vezes rola um desespero
E você me diz que sempre, sempre dá pé
Mesmo que seja
Com um monte de água em volta
Eu imagino guelras
Ela me ajuda a mudar o pensamento
Como aquilo que já não respira
Aquilo que não toca o chão
É o que não estanca a engrenagem
Não, não descansa
Branquias
Como aquello que no aterriza
Aquello que no toca el suelo
Es lo que no descansa en la orilla
No, no descansa
Y cómo entrar en el río?
Siento y digo
Que a veces surge un desespero
Tú me dices que siempre, siempre se puede
Y yo insisto: A veces no, a veces
Es como aquello que ya no respira
Aquello que no tiene razón
Es lo que no detiene la maquinaria
No, no se detiene
Y cómo salir del río?
Siento y digo
Que a veces surge un desespero
Y tú me dices que siempre, siempre se puede
Aunque sea
Con un montón de agua alrededor
Yo imagino branquias
Eso me ayuda a cambiar el pensamiento
Como aquello que ya no respira
Aquello que no toca el suelo
Es lo que no detiene la maquinaria
No, no descansa
Escrita por: Luciano Faccini / Roseane Santos