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Nublado

R.Sigma

Nublado

Há de duvidar pra quê?
Nem se quer saberia, mentiria
Para não admitir estar na defensiva
Sempre foi e sempre será, a nossa razão por nos temer

Todo dia alguém descobre em vão que a utopia, quem diria, morreu Na tentação de ver o céu nublado por dar o seu lugar

E no que eu quero acreditar é o que me influencia?
E no que eu devo acreditar?
Será questão de acreditar?
Se nessa vida nada nos mantém por trás cabe ao mundo refletir

(E sobre nós) Não é verdade eu sei
Não há ser se nunca foi, passado
Não é verdade eu sei
Não há de ser se nunca foi, presente
Então se resta, melhor dizer que sempre foi
Futuro em seu incerto e próprio ser
Futuro pra nunca mais acontecer.

Nublado

¿De qué vas a dudar?
Ni siquiera lo sabría, mentiría
No admitir estar a la defensiva
Siempre ha sido y siempre será, nuestra razón para temernos

Cada día alguien descubre en vano que la utopía, que la conocía, murió en la tentación de ver el cielo nublado dando su lugar

¿Y lo que quiero creer es lo que me influye?
¿Y qué se supone que debo creer?
¿Es cuestión de creer?
Si en esta vida nada nos mantiene atrás, depende del mundo reflexionar

(Y sobre nosotros) No es verdad Lo sé
No hay ser si nunca fue, pasado
No es verdad, lo sé
No va a ser si nunca ha sido, presente
Así que si permanece, mejor decir que siempre ha sido
Futuro en tu ser incierto y propio
El futuro nunca volverá a suceder

Escrita por: Lucas Castello Branco / Tomás Tróia