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No aprietes a Aparicio

Rui Biriva

Não Aperta Aparício

Essa história é de um tal de Aparício
Índio maleva e muito mal acostumado
A fazer confusão em bailes e festas mui gaúchas
Abre a acordeona companheiro

Aparício era um índio largado morador lá da costa da serra
Malandrão muito namorador nos fandangos lá da sua terra
Quando ia dançar vanerão só dançava bem agarradinho
Era só na base do apertão e a mulher reclamava baixinho

Não aperta Aparício não aperta
Não aperta Aparício não aperta
Não aperta Aparício não aperta
Que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando
Dá peleia e dá morte na certa

Não aperta, Aparício, larga a menina, rapaz

Certas horas o tal de Aparício foi dançar uma vaneira marcada
Convidou uma morena gorducha que por ele estava apaixonada
E o salão tava muito apertado era só naquele pega e puxa
Aparício dançava e pulava e apertava a morena gorducha

Não aperta Aparício não aperta
Não aperta Aparício não aperta
Não aperta Aparício não aperta
Dava gosto de ver esta cena
A morena empurrava o Aparício
E o Aparício puxava a morena

Não aperta Aparício larga a menina que agora a coisa vai esquentar

De repente o velhão da gorducha era um tal de Maneca Porpício
Sapateava e gritava na sala hoje é eu que aperto o Aparício
E traçou-lhe o tatu no candeeiro e o baile ficou no escuro
Só se ouvia cochichos de velhas e mulher que gritava em apuro

Aperta Aparício aperta aperta Aparício
Aperta aperta Aparício aperta
Só se ouvia gritar ala puxa
O Porpício apertava o Aparício
E o Aparício apertava a gorducha

Não aperta Aparício não aperta aperta Aparício
Aperta não aperta Aparício não aperta
Que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando
Dá peleia e dá morte na certa
Não aperta Aparício (já parei)

No aprietes a Aparicio

Esta historia es sobre un tal Aparicio
Un indio travieso y muy malcriado
Que causaba problemas en bailes y fiestas muy gauchas
Abre el acordeón, compañero

Aparicio era un indio desaliñado que vivía en la costa de la sierra
Un granuja y mujeriego en los fandangos de su tierra
Cuando bailaba vanerón, lo hacía bien pegadito
Todo era a base de apretujones y la mujer se quejaba en voz baja

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Porque esta historia saldrá a la luz
Si mi viejo está espiando
Habrá pelea y muerte segura

No aprietes, Aparicio, suelta a la chica, muchacho

En ciertas ocasiones, Aparicio fue a bailar una vaneira marcada
Invitó a una morena rellenita que estaba enamorada de él
Y el salón estaba muy lleno, era todo empujones y jaloneos
Aparicio bailaba, saltaba, apretaba a la morena rellenita

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Era un gusto ver esa escena
La morena empujaba a Aparicio
Y Aparicio jaloneaba a la morena

No aprietes a Aparicio, suelta a la chica que ahora la cosa se va a poner caliente

De repente, el viejo de la morena rellenita era un tal Maneca Porpício
Zapateaba y gritaba en la sala: hoy soy yo quien aprieta a Aparicio
Y le dio un golpe en el candil y el baile quedó a oscuras
Solo se escuchaban susurros de viejas y mujeres que gritaban angustiadas

Aprieta Aparicio, aprieta, aprieta Aparicio
Aprieta, aprieta Aparicio, aprieta
Solo se escuchaba gritar: ¡aléjate!
Porpício apretaba a Aparicio
Y Aparicio apretaba a la morena rellenita

No aprietes a Aparicio, no aprietes, aprieta Aparicio
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Porque esta historia saldrá a la luz
Si mi viejo está espiando
Habrá pelea y muerte segura
No aprietes a Aparicio (ya paré)

Escrita por: José Mendes