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Sol de Primavera

Rui David

Sol da Primavera

Eu não sei que estavas tu à espera
Eu não sei que raio trouxe o teu corpo aqui
Na minha casa há um estranho mexendo nas gavetas e eu
Conheço-o de o ver, concebo o dever de o esquecer
Amanhã

Mas não tem mal
Que sabes tu do que eu estava à espera?
Nem eu sei, não queria vasculhar a tua vida
Mas acho que é do Sol da primavera

É do Sol
Deve ser do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Acho que é do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Deve ser do Sol da primavera

Amanhã será um belo de um dia
Já nem sei se foi tão mau assim esperarmos toda a vida
Fui rindo enquanto estava à espera, na eminência
Achando sempre que o amor é uma doce evidência
Havendo luz, decerto tem de haver alguma sombra

Na contraluz
Tu continuas a ver, a ver o que eu estaria à espera
Mas eu não vim cá traçar só mais um visto nos meus planos
Mas devo ter olhado dessa forma

É do Sol
Deve ser do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Acho que é do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Deve ser do Sol da primavera

Sobre aquele assunto d'outro dia
Eu estava de regresso, a sala escura, guiado por um copo
Falando que eu devia confessar-te o que eu sentia

Mas eu não me arrependo de um minuto desse dia
Agora que eu regresso à ala clara
Com isso eu só aprendo, e agora, então relendo, eu confesso
Eu sabia bem o que fazia

É do Sol
Deve ser do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Acho que é do Sol da primavera
Eu não quis, não era eu
Deve ser do Sol da primavera

Sol de Primavera

No sé qué esperabas
No sé qué demonios trajo tu cuerpo aquí
En mi casa hay un extraño revolviendo en los cajones y yo
Lo conozco de vista, concibo el deber de olvidarlo
Mañana

Pero no importa
¿Qué sabes tú de lo que yo esperaba?
Ni yo sé, no quería hurgar en tu vida
Pero creo que es por el Sol de primavera

Es por el Sol
Debe ser por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Creo que es por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Debe ser por el Sol de primavera

Mañana será un hermoso día
Ya ni sé si fue tan malo esperar toda la vida
Reí mientras esperaba, en la inminencia
Siempre pensando que el amor es una dulce evidencia
Habiendo luz, seguramente tiene que haber alguna sombra

En contraluz
Tú sigues viendo, viendo lo que yo esperaba
Pero no vine aquí a trazar solo otro visto en mis planes
Pero debo haber mirado de esa forma

Es por el Sol
Debe ser por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Creo que es por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Debe ser por el Sol de primavera

Sobre aquel asunto de otro día
Estaba de regreso, en la sala oscura, guiado por un vaso
Diciendo que debía confesarte lo que sentía

Pero no me arrepiento ni un minuto de ese día
Ahora que regreso a la sala clara
Con eso solo aprendo, y ahora, al releer, confieso
Sabía bien lo que hacía

Es por el Sol
Debe ser por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Creo que es por el Sol de primavera
No quise, no era yo
Debe ser por el Sol de primavera

Escrita por: Manuel Cruz