Palmas
Palmas para nós que as almas se afogam em águas calmas
Plumas onde as estrelas se encontram nas discotecas
Sem cuecas amizades alforrecas deitadas e marreca coitado
Pretéritas usadas moedas lançadas ao fundo do nada molhadas
E secas namorada e cansada dum poeta abjecto queimado num altar
Palmas para nós dores d'almas ressacas opacas
Sem ondas nem entregas mãos magras
Plumas sem penas das arquitetas já só há palavras
Ocas cimentadas em maquetas manchadas em tretas
Secretas projetadas já cansadas de nós
Aplausos
Aplausos para nosotros que las almas se ahogan en aguas tranquilas
Plumas donde las estrellas se encuentran en las discotecas
Sin calzoncillos amistades desgastadas acostadas y patéticas pobrecito
Monedas usadas en pretérito lanzadas al fondo de la nada mojadas
Y secas novia y cansada de un poeta abyecto quemado en un altar
Aplausos para nosotros dolores de almas resacas opacas
Sin olas ni entregas manos flacas
Plumas sin plumas de las arquitectas solo quedan palabras
Ocas cementadas en maquetas manchadas en trampas
Secretas proyectadas ya cansadas de nosotros
Escrita por: Rui Reininho