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Imperatriz Leopoldinense 2023 - Marquinho Lessa e Cia

Samba Concorrente

Imperatriz Leopoldinense 2023 - Marquinho Lessa e Cia

Levanta, povo, começou o alvoroço! Sapucaí, se prepare para ferver!
E lá vem ele! Se achegue, minha gente
Com a nação Leopoldinense
Hoje o couro vai comer
Faca que corta, fura e ninguém segura
Bala voando nas altura pra valer
O pistoleiro, comandando o cangaço
Vai cantando no compasso
Ele faz estremecer!

Xá, xaxado do lampião! Xá, xaxado do lampião!
Bandoleiro arrasta a chinela pro lado
Cachorro solta um miado e o gato late no sertão
Xá, xaxado do lampião! Xá, xaxado do lampião!
Bandoleiro levanta a poeira do chão
Lamentando a sua dor, Cabra macho, sim sinhô!

Tiroteado, foi falar com o excomungado
Aperreado, estranhou sua reação
O satanás, não querendo confusão
Sabendo que o miseravi era o tal de lampião
Negou ingresso e, sem a negociação
Virgulino inflamado, passou fogo de montão
E então morreu belzebu
Morreu safadeza, a preguiça
A luxúria e avareza
E o bicho ruim mandou chamar lubisome
Gritou por ritlê e aucapone
Com a má-querência, o capitão montou no azulão
Partiu pro céu em busca de acomodação

São Pedro enxotou o cangaceiro sem noção
Com ajuda de são Jorge, santo Antônio e são João
Disseram: Vai baixar noutro lugar! Sai pra lá!
Nem padim padi ciço conseguiu lhe segurar
Sem piedade e sem guarida pro vilão
Voltou pra terra e virou assombração

De tocaia na carranca
Tamborim ou violão
Ou na sanfona de Luiz, rei do baião
Em Vitalino, na cultura do país
Na alma da Imperatriz

Imperatriz Leopoldinense 2023 - Marquinho Lessa e Cia

Levántate, pueblo, ¡comenzó el alboroto! ¡Sapucaí, prepárate para arder!
¡Y ahí viene él! Acérquense, mi gente
Con la nación Leopoldinense
Hoy va a haber pelea
Cuchillo que corta, pincha y nadie detiene
Balas volando en lo alto de verdad
El pistolero, liderando el cangaço
Va cantando al compás
¡Él hace temblar!

¡Xá, xaxado del lampião! ¡Xá, xaxado del lampião!
El bandido arrastra la chinela hacia un lado
El perro suelta un maullido y el gato ladra en el sertão
¡Xá, xaxado del lampião! ¡Xá, xaxado del lampião!
El bandido levanta el polvo del suelo
Lamentando su dolor, ¡Hombre valiente, sí señor!

Acribillado, fue a hablar con el excomulgado
Molestado, extrañó su reacción
El diablo, no queriendo problemas
Sabiendo que el desgraciado era el tal lampião
Negó la entrada y, sin negociación
Virgulino enfurecido, prendió fuego en abundancia
Y así murió belcebú
Murió la maldad, la pereza
La lujuria y avaricia
Y el bicho malo mandó llamar a lubisome
Gritó por ritlê y aucapone
Con mala intención, el capitán montó en el azulón
Partió al cielo en busca de alojamiento

San Pedro echó al cangaceiro sin noción
Con ayuda de san Jorge, san Antonio y san Juan
Dijeron: ¡Vete a otro lugar! ¡Fuera de aquí!
Ni siquiera el padre Cícero pudo retenerlo
Sin piedad y sin refugio para el villano
Volvió a la tierra y se convirtió en una aparición

Al acecho en la carranca
Tamboril o guitarra
O en el acordeón de Luiz, rey del baião
En Vitalino, en la cultura del país
En el alma de la Imperatriz

Escrita por: Cleiton Rp / Dadinho / Evandro Fraga / Henrique Cesar / Marquinho Lessa