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Imperatriz Leopoldinense 2026 - Betinho Capoeira

Samba Concorrente

Imperatriz Leopoldinense 2026 - Betinho Capoeira

Ney Matogrosso voz, alma, corpo, reinvenção
Chuva de confetes, plumas paetês
Quem vem de lá, o que se vê?
Será homem, mulher
Pássaro em ação?
Vestido em pele de camaleão?
Canta a vedete em corpo de valete
Dança sinuosa
Sensual, cativa
Máscara nativa
Instinto febril
Ele é dez, centenas, mil

Requebrando entra em cena
Faz de si o que bem quer
Ventre livre, enfeitado
Entre Secos e Molhados
Anjo bandido que sarra e beija
Se oferece de bandeja

O grito que silencia
Tudo que é proibido
Um ser de Neandertal
Feiticeiro destemido
Pavão de sangue latino
Cantou Rosa de Hiroshima
Botou o bloco na rua pra gemer
Vira vira virou homem lobisomem
O retrato desvairado do prazer
Veio botar pra ferver

Farra lambuzada na Imperatriz
Delírio tropical do Homem com H
Me usa, me abusa
Me deita, me rola
Me livra da prisão dessa gaiola

Imperatriz Leopoldinense 2026 - Betinho Capoeira

Ney Matogrosso voz, alma, cuerpo, reinvención
Lluvia de confeti, plumas y lentejuelas
¿Quién viene de allá, qué se ve?
¿Será hombre, mujer
¿Pájaro en acción?
¿Vestido en piel de camaleón?
Canta la vedette en cuerpo de valet
Baila sinuosa
Sensual, cautiva
Máscara nativa
Instinto febril
Él es diez, cientos, mil

Requebrándose entra en escena
Hace de sí lo que bien quiere
Vientre libre, adornado
Entre Secos y Mojados
Ángel bandido que abraza y besa
Se ofrece en bandeja

El grito que silencia
Todo lo que es prohibido
Un ser de Neandertal
Hechicero temerario
Pavón de sangre latina
Cantó Rosa de Hiroshima
Sacó el bloque a la calle para gemir
Vira, vira, se convirtió en hombre lobo
El retrato desquiciado del placer
Vino a poner a hervir

Fiesta embarrada en la Imperatriz
Delirio tropical del Hombre con H
Úsame, abúsame
Acostándome, rodando
Libérame de la prisión de esta jaula

Escrita por: Aranha, Juruna Zona Sul, Betinho Capoeira