Império Serrano 2025 - Matheus Machado
Iaiá (ô, iaiá), sou dos versos, malandragem
E da lua, vadiagem
Neste dia ninguém chora
Quem me guia é o destino
Que é reverso ao desatino
Das feiras onde a poesia mora
Sou voz da voz silenciada
Retratando a algazarra
Defendendo o ganha-pão
Nossa gente machucada
Incorpora a batucada neste imenso mundo cão
Seu zé me deu seu chapéu de palha
E eu faço farra pra curar o dissabor
Seu zé me deu, ô, chapéu de palha
E eu encapuzei a dor
Ê, ê, ê, diz ae, ê, ê, a
Firma na palma da mão
O sarau vai começar
No fundo do meu quintal tem calango a noite inteira
No chão que me consagrou: Madureira
Mãe negra sou a tua descendência
E carrego a sua essência no dia a dia
Pro império não parar de entoar seu canto de euforia
Partideiro do morro
Menestrel do carnaval
No samba, um soldado resistente
Elevei minha patente me tornei um general
Ai, ai, ai, Auê! Ai, ai, ai, auê
Me chamo Beto
E voltei pra te dizer
Ai, ai, ai, Auê! Ai, ai, ai, auê
Eu sou o Império
Só demente é quem não vê
Imperio Serrano 2025 - Matheus Machado
Iaiá (ô, iaiá), soy de los versos, de la malandragem
Y de la luna, de la vagancia
En este día nadie llora
Quien me guía es el destino
Que es opuesto al desatino
De las ferias donde la poesía habita
Soy voz de la voz silenciada
Retratando la algarabía
Defendiendo el pan de cada día
Nuestra gente herida
Incorpora la batucada en este inmenso mundo canino
Don Zé me dio su sombrero de paja
Y yo hago fiesta para curar el desamor
Don Zé me dio, ô, sombrero de paja
Y yo cubrí el dolor
Ê, ê, ê, dime, ê, ê, a
Firme en la palma de la mano
El sarau va a comenzar
En el fondo de mi patio hay un lagarto toda la noche
En el suelo que me consagró: Madureira
Madre negra, soy tu descendencia
Y llevo tu esencia en el día a día
Para que el imperio no deje de entonar su canto de euforia
Partideiro del cerro
Minstrel del carnaval
En el samba, un soldado resistente
Elevé mi rango, me convertí en general
Ay, ay, ay, Auê! Ay, ay, ay, auê
Me llamo Beto
Y volví para decirte
Ay, ay, ay, Auê! Ay, ay, ay, auê
Soy el Imperio
Solo un loco es quien no ve
Escrita por: Rafael Prates, Matheus Machado, Gabriel Simões, Geraldo M Felício, Cassiana Pérola Negra, Bray do Samba