Viradouro 2026 - Mocotó e Cia
Ciça, meu irmão
Deixa a lágrima na face rolar
O meu samba nasceu no teu chão
Um leão do velho Estácio de Sá
Quando o morro do São Carlos descer
E meu canto embargar sua voz
Na essência, nós somos você
E você é um pouquinho de nós
Moleque descalço, riscando o asfalto
Batendo na lata, rufando no couro
À Lua de prata
O apito do mestre medalha de ouro
Põe a caixa no alto, quebra a baqueta
Vai botando mais tempero no feijão com arroz
Batucada desvairada, toca o trem caipira
Divina condução
Consagrado no compasso da inovação
Ousado, ergueu as peças fez virar o jogo
Ajoelhou pra saudar esse povo
Regendo na pista o centenário das paixões
Cada pavilhão
Marcou sua história, honrou a tradição
De tantas escolas toque de orixá
Seja no afoxé, adarrum, ijexá
Então sai da frente
Que lá vem chegando o bonde do caveira
Cria do morro, malandro, maestro por intuição
À luz do destino lhe fez instrumento
Dos ventos que formam um furacão
Ciça, é hora de ver sua consagração
Viradouro é seu coração na avenida
Amor, amor, amor, em sua história nossa vida
Sabe Moacyr, a esperança virá
No vermelho e branco que brilha em seu olhar
Viradouro 2026 - Mocotó y Cia
Ciça, mi hermano
Deja que la lágrima ruede por tu cara
Mi samba nació en tu suelo
Un león del viejo Estácio de Sá
Cuando el morro de São Carlos baje
Y mi canto ahogue tu voz
En esencia, somos tú
Y tú eres un poquito de nosotros
Chico descalzo, marcando el asfalto
Golpeando la lata, sonando en el cuero
A la Luna de plata
El silbato del maestro medalla de oro
Pon la caja en alto, rompe la baqueta
Ve añadiendo más sabor al arroz con frijoles
Batucada desenfrenada, suena el tren caipira
Divina conducción
Consagrado en el compás de la innovación
Osado, levantó las piezas, hizo cambiar el juego
Se arrodilló para saludar a este pueblo
Dirigiendo en la pista el centenario de las pasiones
Cada pavilhão
Marcó su historia, honró la tradición
De tantas escuelas, toque de orixá
Sea en afoxé, adarrum, ijexá
Entonces, quítate de en medio
Que ahí viene el bonde del caveira
Criatura del morro, malandro, maestro por intuición
A la luz del destino te hizo instrumento
De los vientos que forman un huracán
Ciça, es hora de ver tu consagración
Viradouro es tu corazón en la avenida
Amor, amor, amor, en tu historia nuestra vida
Sabe Moacyr, la esperanza vendrá
En el rojo y blanco que brilla en tu mirada
Escrita por: Renato Pacote, Pc Portugal, Mocotó, J. Lambreta, André Quintanilha, Arlindinho Cruz, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Reinaldo Guimarães