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Reino Unido de la Libertad - Samba-Enredo 1989

Samba-Enredo

Reino Unido da Liberdade - Samba-Enredo 1989

[Enredo: Mãe Zumira, o Amanhecer de Uma Raça]

Axé, Mãe Preta, dê felicidade
Em seu palácio mostre a Liberdade
Me dê amor, carinho e proteção
Epahey é Mãe Zulmira
O amanhecer desta nação!

Ô, ô
Um grito forte pelos ares ecoou
Meu santo é forte
Eu brincava com chicote
Despertava a passarada no repique do tambor
E atravessei o mar
Com lágrimas nos olhos a rolar
Rezei o ritual, oguniê
Pra receber as bênçãos de Oxalá

Fiz grandes artes, minhas raízes
Para o mundo vou mostrar as cicatrizes
Gosto de amar
Não esqueço as oferendas
Já sofri no cativeiro
Fiz mistérios, criei lendas
E no canavial
Sangue e suor eu derramei (derramei)
Saravá, Santo Divino
E no mercado do destino me encontrei

Olorum mandou Ogum
Fazer chuvas de flores pra Iemanjá
E falou pra Iansã
Baixar na Avenida pra reinar
(Vem meu povo vem dançar)

E coroar
O canto pobre que desponta como rei
Vem que o céu te ilumina
Volta pra Mina e escreve a tua lei
Não esconde essa riqueza
Que a beleza está na palma da tua mão
O meu boi é chama acesa
Vem ver Joana e o teu gongá do Maranhão

Axé, Mãe Preta, dê felicidade
Em seu palácio mostre a Liberdade
Me dê amor, carinho e proteção
Epahey é Mãe Zulmira
O amanhecer desta nação!

Reino Unido de la Libertad - Samba-Enredo 1989

[Enredo: Madre Zumira, el Amanecer de una Raza]

Axé, Madre Negra, dame felicidad
En tu palacio muestra la Libertad
Dame amor, cariño y protección
Epahey es Madre Zulmira
¡El amanecer de esta nación!

¡Oh, oh!
Un grito fuerte por los aires resonó
Mi santo es fuerte
Yo jugaba con el látigo
Despertaba a los pájaros con el repique del tambor
Y crucé el mar
Con lágrimas en los ojos a rodar
Repetí el ritual, oguniê
Para recibir las bendiciones de Oxalá

Hice grandes obras, mis raíces
Al mundo voy a mostrar las cicatrices
Me gusta amar
No olvido las ofrendas
Ya sufrí en la esclavitud
Hice misterios, creé leyendas
Y en el cañaveral
Sangre y sudor derramé (derramé)
Saravá, Santo Divino
Y en el mercado del destino me encontré

Olorum mandó a Ogum
Hacer lluvias de flores para Iemanjá
Y le dijo a Iansã
Bajar a la Avenida para reinar
(Ven, mi gente, ven a bailar)

Y coronar
El canto humilde que surge como rey
Ven que el cielo te ilumina
Vuelve a Mina y escribe tu ley
No escondas esa riqueza
Que la belleza está en la palma de tu mano
Mi buey es llama encendida
Ven a ver a Joana y tu gongá de Maranhão

Axé, Madre Negra, dame felicidad
En tu palacio muestra la Libertad
Dame amor, cariño y protección
Epahey es Madre Zulmira
¡El amanecer de esta nación!